.

HISTÓRIA DO BRASIL

PERÍODO COLONIAL, IMPÉRIO, REPÚBLICA, E MUITO MAIS...

HISTÓRIA DO MUNDO OCIDENTAL

IDADE MÉDIA, REVOLUÇÕES, GUERRAS MUNDIAIS...

HISTÓRIA DO MUNDO ORIENTAL

CHINA, ÍNDIA E MUNDO ÁRABE

ÁREA DO ALUNO

CENTRO EDUCACIONAL ADVENTISTA DR. OTTO KEPPKE - TELEFONE: (33) 3221-2250 - GOVERNADOR VALADARES/MG

DOCUMENTÁRIOS

DOCUMENTÁRIOS INTERESSANTÍSSIMOS

FILMES HISTÓRICOS

CONFIRA A SELEÇÃO DE FILMES!

domingo, 26 de novembro de 2017

13 Dias que Abalaram o Mundo




Sinopse: Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados Unidos quando ficarem operacionais. 

O presidente John F. Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um plano de ação contra os soviéticos. Kennedy está determinado em mostrar que ele é forte o bastante para resistir a ameaça e o Pentágono aconselha o exército dos Estados Unidos a contra-golpear, o que poderia levar a uma outra invasão norte-americana em Cuba. Entretanto, Kennedy está receoso em levar a cabo esta operação, pois uma invasão norte-americana poderia fazer com que os soviéticos partissem para a retaliação na Europa. 

Por treze dias o destino da humanidade esteve nas mãos de um grupo reunido no salão oval na Casa Branca, pois a possibilidade de uma guerra nuclear era real e navios soviéticos rumavam para Cuba levando o material que faltava para terminar a plataforma de lançamento, que estava sendo construída em ritmo acelerado. Com a situação cada vez mais tensa, qualquer ato impensado poderia provocar um conflito armado de conseqüências atrás.





Mikhail Gorbachev


Mikhail Sergueievitch Gorbachev nasceu em 2 de março de 1931, no território de Stavropol. Filho de cristãos, seu pai, Serguei Gorbachev (1909-1976), era russo, e sua mãe, Maria Gopkalo (1911-1993), era ucraniana.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Gorbachev ainda tinha dez anos, o território onde sua família morava foi ocupado por tropas alemãs, e seu pai partiu à frente de batalha. Após a libertação da cidade, chegou à família a notícia de que o pai havia perecido entre os heróis.

Aos 13 anos, passou a dividir a escola com o trabalho de campesino, em um kolkhoz. A partir dos 15, começou a trabalhar de auxiliar de eletricista em uma maquinaria. Em 1948, foi laureado com a Ordem do Estandarte Vermelho do Trabalho, como eletricista exemplar. Aos 19 anos, candidatou-se a uma vaga no PCUS, mas seria aceito somente dois anos mais tarde, com recomendações do diretor e dos professores de sua escola. Ainda em 1950, ingressou na faculdade de Direito da Universidade Federal de Moscou, onde graduou-se em 1955. Em setembro de 1953, casou-se com Raíssa Titarenko, que conhecera na universidade. Já licenciado, trabalhou na promotoria de Stavropol, enquanto na vida política ficou encarregado da direção do departamento de agitação e propaganda do Komsomol da região, até 1962.

Em 1961, Gorbachev foi um dos delegados do XXII Congresso do Partido Comunista que, entre outros assuntos, definiu a ruptura sino-soviética. Em 1966, então com 35 anos, completou os estudos no Instituto Agrícola como economista-agrónomo. Começou, então, a progredir rapidamente na sua carreira política. Em 1970, foi nomeado ministro da Agricultura e, no ano seguinte, membro do Comitê Central. Em 1972, dirigiu uma delegação soviética à Bélgica e, dois anos mais tarde, em 1974, tornou-se representante do Soviete Supremo. Passou a fazer parte do Politburo em 1979. Lá recebeu a proteção de Iuri Andropov, chefe do KGB, também natural de Stavropol, e foi promovido durante o breve período em que Andropov fora líder da União Soviética, antes da sua morte, em 1984.

As posições que tomou no partido deram-lhe a oportunidade de realizar viagens a diversas partes do mundo, o que terá influenciado o seu ponto de vista político e social, como líder do seu país. Em 1975, dirige uma delegação à República Federal da Alemanha e em 1983 lidera outra ao Canadá, onde se encontra com o primeiro-ministro Pierre Trudeau, com os membros da Câmara dos Comuns e do Senado.

Com a morte de Konstantin Chernenko, Mikhail Gorbachev é eleito o novo líder da União Soviética, a 11 de Março de 1985.

No posto, inaugura diversas reformas e campanhas, que a longo prazo conduziriam o país a uma economia de mercado, ao fim do monopólio do poder central do PCUS e, posteriormente, à desintegração da União Soviética.

Mais socialismo significa mais democracia, transparência e coletivismo na vida cotidiana.

Uma de suas primeiras atividades políticas foi a contraditória campanha contra o alcoolismo, criada em 1985, que levou a um aumento de 45% nos preços das bebidas alcoólicas,[3] e consequentemente a uma redução na produção de álcool e vinhos e à escassez de açúcar nos mercados por conta da produção clandestina de bebidas alcoólicas. Por outro lado, a sociedade percebeu um aumento na expectativa de vida e uma considerável redução no número de crimes cometido sob efeito do álcool.

Em 1986, Gorbachev teria de lidar com o acidente nuclear de Chernobil, após a explosão do reator da usina da cidade, localizada na Ucrânia, que provocou uma onda de radiação por toda a Europa.

Durante seu governo, as suas tentativas de reforma, tanto no campo político, representadas pelo projeto Glasnost, como no campo econômico, através da Perestroika, conduziram ao término da Guerra Fria e, ainda que não tivessem esse objetivo, deram fim ao poderio do Partido Comunista no país, levando à dissolução da União Soviética.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A extração do pau-brasil


O pau-brasil, caesalpinia brasiliensis ou echinata, segundo a taxionomia botânica atual, ou simplesmente ibirapitanga, em tupi, teve importância extraordinária na história do Brasil. Seu comércio foi a principal atividade econômica dos portugueses na América até cerca de 1530, mas sua exploração continuou ativa durante todo o período colonial, figurando com destaque nas exportações brasileiras ainda na segunda metade do século XIX.

O pau-brasil antes do Brasil 


Desde a Idade Média, o pau-brasil era conhecido na Europa, sob outra variedade originária da Sumatra, no Oriente, em malaio, de sapang (do sânscrito patanga ou “vermelho”). Era usado  para tingir sedas e linhos usados pelos nobres do Oriente. Como tintura sua cor variava do marrom ao castanho-claro e, conforme a diluição e as misturas, podia resultar em tons de rosa, castanho e púrpura. Na Europa, os maiores consumidores do pau-de-tinta eram a França, onde era chamada de brezil, e a Itália que a denominava bracire ou brazili. Com o nome de brasil, a árvore já era conhecida em Portugal e Espanha por volta de 1220.

Tintureiros tingindo tecidos com pigmento extraído do pau-brasil. Iluminura francesa, séc. XVI

Cristóvão Colombo foi o primeiro a ver árvores de pau-brasil crescendo em meio às florestas do Caribe, e registrou sua existência na carta que enviou aos Reis Católicos, em 1495. Em sua terceira viagem à América, em 1498, Colombo recolheu 20 quintais (pouco mais de uma tonelada) da madeira nas matas do golfo de Pária, na Venezuela, e os levou para Sevilha. Em janeiro de 1500, o espanhol Vicente Pinzón carregou seus navios com 350 quintais (ou 21 toneladas) de pau-brasil, recolhidos nas praias do nordeste do Brasil, ou talvez na região de Pária, levando-os à Espanha.


A exploração do pau-brasil nas terras portuguesas 


O pau-brasil crescia em meio à Mata Atlântica, entre o Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro, concentrando-se nas costas que hoje correspondem ao Rio de Janeiro, sul da Bahia e Pernambuco. A própria expedição de Cabral parece ter embarcado alguma quantidade de toras de pau-brasil e quase todas as expedições de reconhecimento ou guarda-costas enviaram toneladas de pau-brasil para Portugal que seguiam daí para Amsterdam, onde o pó da madeira raspada era transformado em corante. Em 1501, a exploração de pau-brasil foi arrendada ao mercador Fernando de Noronha ou Loronha que, em 1504, foi agraciado com a donataria no arquipélago que traz hoje o seu nome. O contrato de arrendamento foi renovado até 1511, depois transferido a Jorge Lopes Bixorda. 

De 1513 em diante, permitiu-se a livre exploração mediante o pagamento do quinto (20%) ao rei. A exploração do pau-brasil foi feita num ritmo tão feroz que só no primeiro século de exploração, cerca de 2 milhões de árvores foram derrubadas – uma espantosa média de 20 mil por ano ou quase 50 por dia. Cada navio podia levar cerca de 5 mil toras por viagem. Não é de se estranhar, portanto, que já em 1558, as melhores árvores só pudessem ser encontradas a mais de 20 km da costa. 

Feitorias, “brasileiros” e regimentos 


O negócio do pau-brasil estimulou a fundação de feitorias em toda a costa brasílica. As feitorias eram simples galpões de madeira, cercado por uma paliçada de toras pontiagudas, tendo por mobília apenas arcas e caixotes e onde, ao longo do ano, ficavam apenas três ou quatro homens. Eles eram chamados de “brasileiros”. O nome dado a esses traficantes ou coletores de pau-brasil acabaria se estendendo a todos os nascidos no futuro país. 

Em 1519, havia três feitorias no Brasil: em Cabo Frio, Rio de Janeiro e Pernambuco. Provavelmente havia uma quarta, na baía de Todos os Santos. A exploração do pau-brasil e a disciplina dos “brasileiros” eram reguladas por normas rígidas estabelecidas pela Coroa lusitana. O primeiro desses regulamentos parece datar de 1511. Trata-se do famoso Livro da viagem e regimento da nau Bretoa, descoberto por Adolfo Varnhagen na Torre do Tombo, em Lisboa, em 1844. 

A Bretoa pertencia a um consórcio de mercadores formado por Fernando de Noronha, pelo banqueiro florentino Bartolomeu Marchioni, Benedeto Moreli e Francisco Martins. A tripulação do navio era constituída por 36 homens. De acordo com o regimento real, a missão da Bretoa era “obter a maior carga de pau-brasil de boa qualidade, com a menor despesa possível”. A nau partiu de Lisboa em fevereiro de 1511 e aportou em abril na baia de Todos os Santos onde permaneceu por 27 dias. Depois rumou para Cabo Frio onde se erguia a mais antiga feitoria do Brasil, fundada por Américo Vespúcio sete anos antes. 

Em agosto, a Bretoa zarpou do Brasil levando 5.008 toras de pau-brasil pesando cerca de 100 toneladas, além de mais de 60 animais entre eles 15 papagaios, 12 felinos e 6 macacos. O regimento da nau Bretoa incluía uma vasta lista de proibições impostas aos marujos como a proibição de ultrapassar os limites da feitoria, de adentrar a terra firme, de falar ou negociar com os índios, de pernoitar fora da nau, de praguejar etc. As normas rígidas e as punições severas aos infratores não conseguiram evitar o roubo de machados e machadinhas por tripulantes que foram usados para trocar por aves, penas e macacos com os índios. 

Piratas e corsários franceses 


Piratas e corsários agiam da mesma maneira: abordavam e pilhavam navios, praticavam violências contra tripulações, atacavam áreas costeiras saqueando e fazendo vítimas. Diferenciavam-se, porém, quanto à sua organização e mando. A pirataria era uma iniciativa autônoma, impulsionada por interesses materiais, sem qualquer consideração ética ou religiosa. O corsário, por sua vez, atuava dentro de uma certa “legalidade” munido de uma “carta de corso” concedida por reis e príncipes autorizando o ataque a áreas inimigas. As descobertas marítimas impulsionaram a pirataria do Mediterrâneo para o Atlântico. 

As costas do Brasil estavam muito mais próximas dos portos europeus do que a Índia ou Sumatra. Os franceses foram os primeiros a investirem conta o litoral do Brasil.

Em junho de 1503, Paulmier de Gonneville armou um navio de 120 toneladas, o L’Espoir, para saquear especiarias no mercado indiano. Impossibilitado de manter o rumo, arribou às costas do Brasil. Foi a primeira visita francesa ao Brasil, seguida de muitas outras.

O L’Espoir aportou no litoral norte de Santa Catarina onde permaneceu seis meses ancorado. Foi, contudo, na baía de Todos os Santos que ele abasteceu o navio com uma preciosa carga de pau-brasil. Ao retornar à Europa, o navio foi atacado primeiro por um pirata inglês e depois por um pirata bretão. Em maio de 1505, os poucos sobreviventes do L’Espoir chegaram a pé em Honfleur sem navio e sem carga.

Embora a viagem de Paulmier de Gonneville tenha sido um fracasso comercial, ela alertou definitivamente os franceses para a existência do Brasil. O rei francês Francisco I, contestando o Tratado de Tordesilhas que dividia a mundo entre Portugal e a Espanha, autorizou corsários a atacarem as terras lusas no Oriente e na América.

Em maio de 1527, corsários franceses chegaram a Pernambuco dispostos a carregar os navios com pau-brasil. Foram interceptados pela expedição guarda-costa de Cristóvão Jacques. O combate que se travou foi violento com dezenas de mortos e tamanha a crueldade com os prisioneiros que o rei de português destituiu Cristóvão Jacques e exigiu seu regresso imediato.

Mas os ataques de piratas e corsários continuaram. Em setembro de 1531, os portugueses capturaram próximo ao estreito de Gibraltar, no Mediterrâneo, a nau La Pelèrine que retornava do Brasil com o porão cheio de pau-brasil: 15 mil toras (300 toneladas), 3 mil peles de onça, 600 papagaios, 1,8 toneladas de algodão, além de óleos medicinais, pimenta, semente de algodão. Esta disputa luso-francesa teve desdobramentos nas relações entre europeus e indígenas, forjando-se e desfazendo-se alianças que os nativos souberam conduzir com habilidade, ao passo que os europeus em conflito se esforçaram para deles se aproximar.

A mão de obra indígena 


O papel dos índios foi fundamental no processo de exploração do pau-brasil, pois eram eles que derrubavam as árvores, cortavam as toras e as transportavam para os navios. Era trabalho árduo considerando-se o tamanho das árvores, a espessura dos troncos e seu peso. Os troncos, duríssimos, variando de 20 a 30 metros de altura, depois de cortados, eram transformados em toras de cerca de 1,5 metros que podiam pesar até 30 quilos cada uma. Jean de Léry descreveu o trabalho estafante dos índios nas lides do pau-brasil que carregavam nos ombros nus por duas a três léguas (de 13 a 20 quilômetros).


Em troca desse serviço, os nativos recebiam facas, espelhos, miçangas, tesouras, agulhas, foices e, decerto, machados de ferro para cortarem os troncos. A difusão do uso desses machados em substituição aos de pedra aumentou imensamente a produtividade do trabalho, reduzindo em mais de dez vezes o tempo para derrubada dos troncos. Daí entender que no século XVI mais de 2 milhões de árvores tenham sido derrubadas e reduzidas a toras.

Os índios, por sua vez, souberam aproveitar a tecnologia dos instrumentos europeus para benefício próprio, incluindo machados e facas de metal nas suas guerras e nas atividades de subsistência.

Fonte: Ensinar História


Tão Longe, Tão Perto



ALEMANHA , 1993 , 148 MIN.

Apesar dos anjos serem proibidos de interferir na vida humana, Cassiel (Otto Sander) impulsivamente quebra esta regra quando uma menininha cai do terraço de um prédio e ele corre para a socorrer - o que o transforma em carne e osso. Damiel (Bruno Ganz), o companheiro de Cassiel que optou pela vida terrena no primeiro filme, trabalha agora numa pizzaria e vive com sua esposa, a trapezista Marion (Solveig Dommartin).

Peter Falk, que representou si próprio em "Asas do Desejo", volta aparecer, e o roqueiro Lou Reed (responsável pela trilha sonora) e o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev também marcam presença no filme como eles mesmos.

A fotografia é impecável (marca registrada dos filmes de Wenders), mesclando a cor com o preto e branco - assim como em "Asas do Desejo", em que as cenas do anjo não são coloridas, pois, segundo o diretor, "o preto e branco revela a essência da pessoa".

Recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 1993. No ano seguinte, U2 foi indicado para a Melhor Canção Original no Globo de Ouro.

Este filme é a seqüência de "Asas do Desejo" (1987) - o mesmo que, em 1998, recebeu a versão hollywoodiana "Cidade dos Anjos".






Massacre da Praça da Paz Celestial


O Massacre da Praça da Paz Celestial, foi a maior manifestação popular contra o Partido Comunista Chinês (PCC), de 3 a 4 de junho de 1989.

Com o fim da União Soviética, a China voltou-se para o capitalismo. Mas essa mudança não alterou a forma de governo chinês e a população estava insatisfeita. Com esse, diversos levantes eram feitos, mas logo silenciados pelos líderes. No entanto, no dia 15 de abril de 1989 foi dado o “estopim” dos protestos, quando Hu Yaobang, líder reformista destituído pelo presidente Deng Xiaoping desde as primeiras revoltas em 1986, faleceu. Yaobang tinha lutado bravamente pela reabilitação dos perseguidos durante a Revolução Cultural, e era a favor de uma mudança política, posição que lhe gerou diversos inimigos.

Com a morte de Yaobang, milhares de estudantes da Universidade de Pequim saíram em protesto. Esses universitários encheram a cidade de fotografias dele e levaram coroas de flores em sua homenagem ao Monumento aos Heróis do Povo da Praça da Paz Celestial. O que era apenas uma manifestação de luto se tornou um grande protesto popular. Os estudantes acamparam e dormiram na Praça da Paz Celestial (Tian’anmen). Logo, intelectuais e trabalhadores começaram a se juntar também, todos reivindicando o fim da corrupção burocrática, do desemprego e da inflação, além de pedir uma maior liberdade no país.

Em meados de maio de 1989, a visita de Mikhail Gorbatchev, dirigente russo, atraiu ainda mais estudantes, operários e profissionais de outras cidades e províncias chinesas a se unirem aos protestos. Cientes da presença de correspondentes estrangeiros, os manifestantes ergueram em Tian’anmen uma estátua, que chamaram de Deusa da Liberdade, para assim atrair a atenção do mundo. O objetivo do movimento não era acabar com o comunismo chinês, e sim pedir reformas.

Diante das inúmeras falhas em suas tentativas de desocupação da praça e de calar os protestos, Deng Xiaoping acionou as tropas do exército. Nas noites de 3 a 4 de junho de 1989, civis desarmados foram mortos pelos disparos das armas dos soldados, ou esmagados pelos tanques de guerra. Contra uma população completamente indefesa, o exército usou de toda sua força para massacrar o que se estima ser cerca de 1.300 pessoas, fora as muitas prisões e torturas. O PCC afirma que foram apenas 200 mortos, e justificam suas ações como necessárias, para “evitar uma rebelião contrarrevolucionária que acabasse com o sistema socialista”.

Por mais que o governo chinês e os militares tenham apagado todos os restos da revolta estudantil, e que até hoje esse massacre seja chamado oficialmente apenas de “incidente”, a imagem o rebelde solitário desafiando toda uma linha de tanques de guerra permanece na memória de todo o mundo.

No ocidente, essa foto virou símbolo da resistência democrática.







Fonte: Estudo prático




←  ANTERIOR PROXIMA → Página inicial

Seguidores

Total de visualizações

Postagens populares

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *