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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Massacre da Praça da Paz Celestial
O Massacre da Praça da Paz Celestial, foi a maior manifestação popular contra o Partido Comunista Chinês (PCC), de 3 a 4 de junho de 1989.
Com o fim da União Soviética, a China voltou-se para o capitalismo. Mas essa mudança não alterou a forma de governo chinês e a população estava insatisfeita. Com esse, diversos levantes eram feitos, mas logo silenciados pelos líderes. No entanto, no dia 15 de abril de 1989 foi dado o “estopim” dos protestos, quando Hu Yaobang, líder reformista destituído pelo presidente Deng Xiaoping desde as primeiras revoltas em 1986, faleceu. Yaobang tinha lutado bravamente pela reabilitação dos perseguidos durante a Revolução Cultural, e era a favor de uma mudança política, posição que lhe gerou diversos inimigos.
Com a morte de Yaobang, milhares de estudantes da Universidade de Pequim saíram em protesto. Esses universitários encheram a cidade de fotografias dele e levaram coroas de flores em sua homenagem ao Monumento aos Heróis do Povo da Praça da Paz Celestial. O que era apenas uma manifestação de luto se tornou um grande protesto popular. Os estudantes acamparam e dormiram na Praça da Paz Celestial (Tian’anmen). Logo, intelectuais e trabalhadores começaram a se juntar também, todos reivindicando o fim da corrupção burocrática, do desemprego e da inflação, além de pedir uma maior liberdade no país.
Em meados de maio de 1989, a visita de Mikhail Gorbatchev, dirigente russo, atraiu ainda mais estudantes, operários e profissionais de outras cidades e províncias chinesas a se unirem aos protestos. Cientes da presença de correspondentes estrangeiros, os manifestantes ergueram em Tian’anmen uma estátua, que chamaram de Deusa da Liberdade, para assim atrair a atenção do mundo. O objetivo do movimento não era acabar com o comunismo chinês, e sim pedir reformas.
Diante das inúmeras falhas em suas tentativas de desocupação da praça e de calar os protestos, Deng Xiaoping acionou as tropas do exército. Nas noites de 3 a 4 de junho de 1989, civis desarmados foram mortos pelos disparos das armas dos soldados, ou esmagados pelos tanques de guerra. Contra uma população completamente indefesa, o exército usou de toda sua força para massacrar o que se estima ser cerca de 1.300 pessoas, fora as muitas prisões e torturas. O PCC afirma que foram apenas 200 mortos, e justificam suas ações como necessárias, para “evitar uma rebelião contrarrevolucionária que acabasse com o sistema socialista”.
Por mais que o governo chinês e os militares tenham apagado todos os restos da revolta estudantil, e que até hoje esse massacre seja chamado oficialmente apenas de “incidente”, a imagem o rebelde solitário desafiando toda uma linha de tanques de guerra permanece na memória de todo o mundo.
No ocidente, essa foto virou símbolo da resistência democrática.
Fonte: Estudo prático
domingo, 22 de outubro de 2017
Buda
testeoutubro 22, 2017Biografias, China (Idade Antiga), Idade Antiga, Índia (Idade Antiga), Oriente
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Buda, que em hindu quer dizer “Iluminado”, foi o nome dado a Siddhartha Gautama, líder religioso que viveu na Índia, cuja bondade e sabedoria lhe valeram esse título. É considerado pelos budistas o “Supremo Buda”, o fundador do budismo.
Buda (Siddartha Gautama) nasceu por volta de 563 a. C. em Lumbini, sendo criado no pequeno principado de Kapilavastu, situado numa região setentrional e montanhosa da Índia que hoje faz parte do território do Nepal. Filho do rei da dinastia Sakia, ficou órfão de mãe poucos dias após seu nascimento. Seu pai o rei Sudoana deu-lhe uma educação requintada, foi preparado para ser um guerreiro e líder político, era chamado de “Sakia Múni” – o sábio da Sakia.
Nessa época, a vida na Índia era difícil, os habitantes eram numerosos, o alimento escasso, e a divisão dos bens desigual, de modo que a fome e a miséria se integravam no dia a dia da maior parte da população. Siddartha Gautama, jovem, rico e bem casado, tinha tudo para se sentir satisfeito, porém demonstrava tendência para a meditação e para o pensamento filosófico e espiritual.
Miséria, velhice, doença e morte eram problemas dos quais jamais pensara em seus 29 anos de idade, até descobri-los em um passeio pela cidade. Foi para ele um choque, em contraste com a beleza de sua esposa e de seu filho, com o luxo que os cercava. A realidade passou a impressiona-lo. Essa perplexidade foi se avolumando pouco a pouco, até o momento de raspar a cabeça em sinal de humildade, e trocar a suas suntuosas roupas pelo despretensioso traje amarelo dos monges e afastou-se do palácio, abandonando família, bens e passado, e iniciou a busca para chegar às verdades superiores.
Novato em questões espirituais, o andarilho juntou-se a cinco ascetas, e com eles passou a jejuar e fazer orações, mas, com o estômago vazio não lhe ensinava nada de novo, perdeu a fé no sistema e voltou a comer. Durante os seis anos seguintes passou o tempo meditando em total solidão. Conta a lenda que Siddhartha Guatama escolheu a sombra de uma grande figueira, que os hindus chamam de “bodhi” e veneram como árvore sagrada.
Sentado sob a árvore, teve visões de Mara – o demônio da paixão, que hora lhe atacava com chuva e raios, ora lhe oferecia vantagens para demovê-lo de seu propósito. Após 49 dias Mara teve de se conformar com a derrota, deixando Gautama em paz.
Ocorreu então o despertar espiritual que o jovem tanto procurava. Iluminado por um novo entendimento de todas as coisas da vida rumou para a cidade de Benares, à margem do rio Ganges, a fim de transmitir o que lhe acontecera.
Pouco a pouco, Gautama encontrou seguidores que reverenciaram sua iluminação, passando a tratá-lo por “Buda”. Durante 45 anos em que pregou sua doutrina, por todas as regiões da Índia, o Buda mencionou sempre as Quatro Verdades e as Oito Trilhas, acrescentando ainda uma sentença, resumo de todo o seu pensamento – A Regra de Ouro: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos”.
Os seguidores de Buda, embora desvinculados das coisas desse mundo, observam um profundo respeito por todos que nele vivem. Consideram viver em paz com seus semelhantes, uma obrigação fundamental de todos os indivíduos. O espírito pacifista que leva os monges budistas ao extremo de poupar a vida até dos insetos, tem origem num ensinamento do próprio Buda, que dizia: “O ódio não termina com o ódio, mas com o amor”.
Buda fez questão de propagar que não era Deus, mas queria servir de exemplo para outras pessoas em busca da salvação do espírito e do caminho para atingir o Dharma – o processo de amadurecimento para a plena realização espiritual. Buda faleceu por volta de 483 a. C. em Mallas, Kushinagar, Índia.
Fonte: ebiografia
Ética segundo Confúcio
A ideologia de Confúcio na China antiga era de organizar a sociedade e recuperar os valores antigos, perdidos pelos homens de sua época. No entanto, em sua busca pelo Tao, ele usava uma abordagem diferente da noção de desprendimento proposta pelos taoistas. A sua teoria baseava-se num critério mais realístico, onde a prática do comportamento ritual daria uma possibilidade real aos praticantes de sua doutrina de viverem em harmonia.
Confúcio não pregava a aceitação plena de um papel definido para os elementos da sociedade, mas sim que cada um cumprisse com seu dever de forma correta. Já o condicionamento dos hábitos serviria para temperar os espíritos e evitar os excessos. Logo, a sua doutrina apregoava a criação de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem-estar comum.
Confúcio viajou por diversos lugares, esteve em íntimo contacto com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súbditos, pondo, em prática, processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.
Os cinco princípios fundamentais do confucionismo («O conteúdo da tradição deliberada») como:
1. Educação, Ritual (Li).
«Estuda como se nunca fosses aprender bastante, como se temesse esquecer o aprendido» Analectos Livro VIII-17
2. Humanidade (Ren).
«O autodomínio e vos ritos trazem a Benevolência (Ren)… A benevolência provem de um mesmo, não dos demais». Analectos Livro XII-1
«Ren consiste em amar aos demais». Analectos Livro XII-22
3. Homem superior (Jun zhi).
«O homem superior é centrado na justiça, o vulgar no benefício». Analectos Livro 4-16
4. Poder (Te) «o poder pelo que se regem os homens».
O bem não se implanta na sociedade nem pela força nem pela lei, senão pela influência das pessoas admiradas e respeitadas. Se o líder é inepto, a sociedade não funcionará.
5. As artes da paz (Wen).
O Diretor General de Haier, Zhang Ruimin e o Diretor do Evergreen (Taiwan), Chang Yung-fa, são bons exemplos diretivos com valores do confucionismo.
«Orientemos a vontade para o bom caminho, agarremos à virtude, harmonizemos com a benevolência, descansemos na arte.» Analectos Livro VII-6.
Após sua morte, Confúcio recebeu o título de “Lorde Propagador da Cultura Sábio Supremo e Grande Realizador” (大成至聖文宣王), nome que se encontra registado em seu túmulo.
Fonte: Wikipedia











