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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

João Goulart (Jango)



João Goulart (1918-1976) foi um político brasileiro. Foi o 24º presidente do país. Eleito em 1961, governou sob um regime populista sendo deposto pelo golpe militar de 1964.

João Belchior Marques Goulart, conhecido como Jango, nasceu em São Borja, Rio Grande do Sul, no dia 1 de março de 1918. Filho de Vicente Rodrigues Goulart, coronel da Guarda Nacional e vicentina Marques Goulart era o mais velho de oito irmãos. Desde pequeno recebeu o apelido de “Jango”. Foi aluno do Colégio Marista de Uruguaiana. Cursou Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, graduando-se em 1939. Depois de formado voltou para São Borja e se dedicou às atividades agropecuárias.

Em 1945, após ser deposto, o presidente Getúlio Vargas retornou para São Borja, sua cidade natal, época em que fortaleceu a amizade com João Goulart. Convidado pelo amigo entrou para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 1947, foi candidato a deputado estadual. Foi o quinto candidato mais votado. Em 1950, cinco anos depois de ser derrubado do poder, Getúlio Vargas foi eleito presidente da República. Neste mesmo ano, João Goulart foi eleito deputado federal, sendo o segundo mais votado no Rio Grande do Sul.

Em 1951, Jango assumiu o cargo, mas logo pediu licença da Câmara para assumir a Secretária de Interior e Justiça, na gestão do governador Ernesto Dornelas, primo de Getúlio Vargas. Em 1952, Jango retornou ao Rio de Janeiro quando reassumiu sua cadeira na Câmara. Em junho de 1953, foi nomeado Ministro do Trabalho, para resolver a grave crise dos trabalhadores, que insatisfeitos com os salários organizavam greves apoiados pela União Democrática nacional (UND), que fazia oposição ao governo. Exigiam um reajuste de 100 %, mas enfrentavam a reação dos empresários. O reajuste de 100% foi finalmente assinado como exigia a classe trabalhadora. No dia 23 de fevereiro de 1954, depois da trágica morte de Vargas, o Ministro foi forçado a renunciar.

Em 1955, João Goulart foi eleito vice-presidente do Brasil na chapa de Juscelino Kubitschek, na coligação PTB e PSD. Na época, os votos eram separados e Jango teve mais votos que Juscelino. Nas eleições de 1960, com o apoio da UND e de pequenos partidos que lançaram a dobradinha Jan-Jan (Jânio e Jango), saiu vitoriosa. Empossados em janeiro de 1961, assumiram um país marcado pela crise econômica, pela inflação, pelo déficit da balança de pagamentos e pela acumulação da dívida externa.

O presidente buscando uma aproximação com os países socialistas restabeleceu as relações com a União Soviética, assumiu a defesa do regime de Fidel Castro, condecorou, em Brasília, o líder comunista Che Guevara com a ordem do Cruzeiro do Sul, o que aumentou a desconfiança ao seu governo. No dia 25 de agosto de 1961, enquanto João Goulart estava na China, Jânio Quadros renunciou o cargo de presidente.

De acordo com a constituição, João Goulart deveria assumir a Presidência, porém houve um veto militar à posse de Jango, acusado de comunista. O Congresso Nacional propôs, então, uma solução negociada para a crise e foi promulgado o Ato Institucional que estabelecia o parlamentarismo no Brasil. No dia 7 de setembro de 1961, depois de doze dias de ameaça de uma guerra civil, Jango assumiu o poder. Tancredo Neves, do PSD de Minas Gerais, ministro do governo Vargas, tornou-se primeiro-ministro.

A crise econômica do país contribuía para aumentar a instabilidade política. Em 1962, o ministro do Planejamento Celso Furtado lançou o Plano Trienal, para conter a inflação e retomar o crescimento econômico, mas o plano fracassou devido à falta de investimentos externos. A confusão, o caos e a desordem marcaram o governo João Goulart. O país entrava em um circulo vicioso, O governo era obrigado a aumentar constantemente os salários, que eram corroídos pela inflação. Em 1962, atendendo às reivindicações dos trabalhadores foi criado o 13º salário. Em 1963 a inflação chegou a 80%. Nesse mesmo ano, um plebiscito aprovou a volta do presidencialismo. 

A tensão no país chegou ao ápice no dia 13 de março de 1964, quando o presidente promoveu um comício popular na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde reuniu uma multidão, e independente da aprovação do Congresso Nacional anunciava desapropriação de terras, encampações de refinarias, exigia uma nova carta constitucional que acabasse com as estruturas arcaicas da sociedade brasileira. Seis dias depois, os grupos de oposição de São Paulo lideraram uma passeata que reuniu mais de 300 mil pessoas, chamada “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.

No dia 31 de março de 1964, as tropas do Exército ocuparam as ruas das principais cidades do país, destituindo Jango, que se refugiou no Uruguai. Terminava o populismo e se instalava o Brasil uma República autoritária com um longo regime militar, que se prolongou até 1985.

João Goulart faleceu em Mercedes, na Argentina, no dia 6 de dezembro de 1976.

Fonte: ebiografias


Jânio Quadros


Jânio Quadros (1917-1992) foi um político brasileiro. Foi presidente do Brasil durante 7 meses, renunciou em 1961. Focou conhecido pelas polêmicas e pelos discursos moralizantes.

Jânio Quadros (1917-1992) (Jânio da Silva Quadros) nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 25 de janeiro de 1917. Filho de família paranaense fez os primeiros estudos no Paraná e na década de 30 mudou-se para São Paulo. Cursou Direito pela Universidade de São Paulo, formando-se em 1939. Atuou na advocacia e no ensino antes de entrar para a vida pública.

Sua vida política começou em 1947, quando se elegeu vereador de São Paulo. Sua carreira política foi meteórica, elegendo-se deputado estadual em 1950, prefeito de São Paulo em 1953 e governador de São Paulo em 1954.

Em 1960 fez campanha para a presidência da República, onde seu lema era varrer a corrução dos órgãos públicos. Utilizava uma vassoura como símbolo da campanha, distribuía broches em formato de vassoura e o jingle da campanha era uma marchinha intitulada "Varre, varre vassourinha".

Jânio Quadros ganhou as eleições para Presidente da República numa votação récorde com 48% dos votos. Com um discurso populista, Jânio Quadros era um político carismático, com grande poder de adesão da parcela conservadora da população. Porém, Jânio renunciou sete meses depois alegando sofrer pressão de “forças terríveis”.

Muitos estudiosos são adeptos da opinião de que Jânio Quadro queria governar com autoridade exacerbada, o que não foi aceito por outras forças de poder. Assim, a renúncia seria apenas uma forma mais pragmática do presidente sair do poder de maneira menos humilhante. As ambiguidades e controvérsias de Jânio Quadros também foram determinantes para a sua renúncia.

Jânio Quadros teve seus direitos cassados em 1964 pelo regime militar. Voltou à vida pública em fins dos anos 70. Elegeu-se prefeito de São Paulo em 1985.

Jânio Quadros faleceu em São Paulo, no dia 16 de fevereiro de 1992, de complicações decorrentes dos vários derrames cerebrais.

Fonte: ebiografia



Juscelino Kubitschek


Juscelino Kubitschek (1902-1976) ex-presidente do Brasil governou entre 1956 e 1960. Durante seu mandato construiu Brasília, a nova capital do País, inaugurada no dia 21 de abril de 1960.

Juscelino Kubitschek (1902-1976) nasceu na cidade de Diamantina, em Minas Gerais, no dia 12 de setembro de 1902. Filho do caixeiro-viajante João César de Oliveira e da professora Júlia Kubitschek. Ficou órfão de pai aos três anos de idade. Estudou no Seminário de Diamantina, onde concluiu o curso de humanidades. Em 1919, presta concurso público para telegrafista e no ano seguinte vai morar em Belo horizonte.

Em 1922, ingressa no curso de Medicina da Universidade Federal de Belo Horizonte. Em 1927, conclui o curso. Estudou cirurgia em Paris com o professor Maurice Chevassu e estagiou no hospital Charité de Berlim em 1930. De volta à Minas Gerais, casou-se com Sara Lemos em 1931. Foi nomeado capitão-médico da polícia mineira, chefiando o hospital de sangue de Passa Quatro, onde se destaca como cirurgião durante a revolução 1932.

Ingressou na política como chefe de gabinete de Benedito Valadares, na ocasião, interventor federal em Minas Gerais, em 1934. No mesmo ano, elegeu-se deputado federal, mas perdeu o mandato em 1937, com o advento do Estado Novo. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1940 e 1945, numa administração, que projetou o nome do ainda desconhecido arquiteto Oscar Niemeyer, com as obras do bairro da Pampulha.

Foi eleito deputado federal pelo PSD em 1946, e governador de Minas Gerais em 1950, criou as Centrais Elétricas de Minas Gerais, a Cemig, e construiu cinco usinas para a produção de energia elétrica, elevando em trinta vezes o potencial instalado do estado. Com o apoio do PSD e do PTB, e com a oposição na União Democrática Nacional (UDN) e de alguns setores militares, foi eleito presidente da república em 1955, mas sua posse só foi garantida após a intervenção do então Ministro da Guerra, General Teixeira Lott, em novembro daquele ano.

Juscelino Kubitschek estabeleceu um Plano de Metas, com 31 objetivos, dos quais eram prioritários: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação. Construiu duas usinas hidrelétricas, Três Marias e Furnas. Abriu grandes rodovias e pavimentou as já existentes, como a ligação entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte e a construção das estradas Belo Horizonte-Brasília, Belém-Brasília e Brasília-Acre.

A construção de Brasília era o objetivo central do Plano de Metas do governo. Já na constituição de 1891, estava estabelecido o local, no planalto central do país, onde deveria ser construída a nova capital do Brasil. O nome Brasília havia sido sugerido por José Bonifácio. Os planos urbanísticos e arquitetônicos foram concebidos pelos arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Foram mil dias de obras e no dia 21 de abril de 1960, Juscelino inaugura Brasília.

Em 1961 entregou o poder ao novo presidente eleito, Jânio Quadros. Em 1962 foi eleito senador pelo Estado de Goiás, indicado pela convenção nacional do PSD em 1964, é cassado pelo governo militar e tem seus direitos políticos suspensos por dez anos. Exilado, viveu em Nova Iorque e depois em Paris. De volta ao Brasil, ingressou na empresa privada e começou a escrever suas memórias, intitulada "Meu Caminho para Brasília", em cinco volumes. Em 1975, torna-se membro da Academia Mineira de Letras.

Juscelino Kubitschek morreu em acidente automobilístico, perto de Resende, Rio de Janeiro, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, no dia 22 de agosto de 1976.

Fonte: ebiografia



Eurico Gaspar Dutra



Eurico Gaspar Dutra nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso, em 18 de junho de 1883, filho de José Florêncio Dutra, comerciante modesto e ex-combatente na Guerra do Paraguai. Militar, foi eleito presidente da República em 31 de janeiro de 1946, por uma coligação partidária formada pelo PSD (Partido Social Democrático) e pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), com o apoio do ex-ditador Getúlio Vargas, de quem fora Ministro da Guerra por nove anos.

Seu governo promoveu a abertura democrática, mas manteve restrições aos direitos dos trabalhadores. Por pressão das oligarquias industriais, foi instituído o congelamento do salário-mínimo, o que gerou uma série de greves dos trabalhadores. Sob a justificativa de fazerem parte de movimentos comunistas, o Estado interveio em mais de 100 sindicatos e colocou o PCB (Partido Comunista Brasileiro) na ilegalidade.

Dutra deixou a presidência em 1951 e, três anos depois, participou da conspiração que derrubou o governo democrático de Vargas. Em 1964, apoiou o golpe militar que depôs o presidente João Goulart e manteve expectativa de voltar à presidência. Morreu no Rio de janeiro em 11 de junho de 1974.

Fonte: Educação UOL



Getúlio Vargas


Getúlio Vargas (1883-1954) foi presidente do Brasil. Permaneceu no poder por 19 anos, de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. A “Era Vargas” foi marcada, ao mesmo tempo, por um regime ditatorial e pela criação de diversos direitos trabalhistas, entre eles, o salário mínimo, a carteira de trabalho e as férias anuais remuneradas. Foi chamado de “o pai dos pobres”.

Getúlio Vargas (1883-1954) nasceu na cidade de São Borja, no Rio Grande do Sul, no dia 19 de abril de 1883. Ingressou no 6º Batalhão de Infantaria de São Borja, sendo logo promovido a Sargento. Entrou para a Escola Preparatória e de Tática, de Rio Pardo. Em seguida, ingressou no 25º Batalhão de Infantaria de Porto Alegre. Logo depois abandonou a vida militar e em 1903 ingressou na faculdade de Direito, em Porto Alegre, concluindo o curso em 1907, voltando em seguida para São Borja, onde passou a advogar.

Em 1909, Getúlio Vargas ingressou na política como Deputado Estadual, onde permaneceu até 1913, sendo reeleito para o mandato de 1917 a 1923. Em seguida foi eleito para Deputado Federal, ficando no cargo entre 1924 e 1926, quando foi nomeado Ministro da Fazenda, a convite do presidente Washington Luís. Em 1927 deixou o cargo para se candidatar ao governo do Estado do Rio Grande do Sul. Tomou posse em 1928.

Em 1929 se candidata à presidência da República pela Aliança Liberal. Derrotado, comanda a “Revolução de 1930”, que derrubou o presidente Washington Luís e impediu a posse de sucessor legal, Júlio Prestes, de quem havia acabado de perder as eleições. Getúlio é levado ao poder por uma junta militar, assumindo o governo provisório que se estende até a promulgação da nova Constituição da República em 16 de julho de 1934, quando finalmente foi eleito presidente pela Assembleia Constituinte.

Na Presidência, Getúlio Vargas adota uma política nacionalista, moderniza a economia e cria o Ministério do Trabalho. Em novembro de 1937, dissolve o Congresso Nacional e instala a ditadura do Estado Novo, com forte repressão política. Em outubro de 1945, é deposto pelos militares. Contribui então, para a formação do Partido Social Democrático (PSD) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). É eleito senador pelo Rio Grande do Sul.

Em 1951 Getúlio volta à presidência da República, desta vez pelo voto popular, iniciando a “Nova Era Vargas”. Consolida-se o populismo, volta a amparar os trabalhadores assalariados e defender as riquezas nacionais. Autoriza o aumento de 100% do salário mínimo, provocando revolta entre os patrões. Critica a remessa do lucro das empresas estrangeiras para fora do país.

Diante da ameaça que Getúlio representava para o capital internacional, a oposição começou a se articular. O principal partido de oposição a UND (União Democrática Nacional), liderada por Carlos Lacerda e que havia perdido as eleições, tornou-se o principal instrumento de contestação ao Governo. No dia 5 de agosto de 1954 Carlos Lacerda sofreu um atentado e o resultado foi o assassinato do major Rubens Vaz. As investigações provaram que o arquiteto do plano foi Gregório Fortunato, o fiel guarda pessoal de Getúlio.

As pressões aumentaram, manifestações militares exigiam a renúncia de Vargas. No dia 24 de agosto de 1954, Getúlio recebe um ultimato do ministro da guerra, exigindo seu afastamento. Isolado no Palácio do Catete, Getúlio redige seu testamento e suicida-se.

Getúlio Varga morre no Rio de Janeiro, com um tiro no peito na madrugada de 24 de agosto de 1954, dentro do Palácio do Catete.

Fonte: ebiografia


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Oskar Schindler


Oskar Schindler (Svitavy, 28 de abril de 1908 – Hildesheim, 9 de outubro de 1974) foi um industrial alemão sudeto, espião e membro do Partido Nazista, que teria salvado da morte 1200 judeus durante o Holocausto, empregando-os nas suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas nas atuais Polónia e República Checa, respectivamente. É o tema principal do romance de 1982, Schindler's Ark, e do filme de 1993, A Lista Schindler, que mostra a sua vida como um oportunista interessado no lucro, inicialmente, mas que acabou por mostrar uma iniciativa e dedicação extraordinárias com o objectivo de salvar as vidas dos seus empregados judeus.

Schindler cresceu em Zwittau, Morávia, e teve vários trabalhos até se juntar à Abwehr, o serviço de informação da Alemanha Nazi, em 1936. Aderiu ao Partido Nazista em 1939. Antes da ocupação alemã da Checoslováquia, em 1938, Schindler recolhia informações sobre caminhos-de-ferro e movimentos de tropas para o governo alemão. Foi preso por espionagem pelo governo checoslovaco, mas foi libertado segundo os termos do Acordo de Munique, em 1938. Schindler continuou o seu trabalho de recolha de informações para os nazis, na Polónia, em 1939, antes da invasão daquele território, no início da Segunda Guerra Mundial.

Em 1939, Schindler obteve uma fábrica de utensilios de cozinha em Cracóvia, Polónia, que empregava 1750 trabalhadores, dos quais cerca de mil eram judeus no auge da fábrica, em 1944. As suas ligações da Abwehr ajudaram Schindler a proteger os trabalhadores judeus de uma deportação certa e da morte nos campos de concentração nazis. De início, Schindler estava apenas interessado em fazer dinheiro fácil com o negócio. Mais tarde começou a proteger os seus trabalhadores sem olhar a custos. Com o tempo, Schindler teve que subornar os oficiais nazistas com dinheiros e ofertas de luxo, obtidas no mercado-negro, para manter os seus empregados seguros.

Quando a Alemanha começou a perder a guerra, em Julho de 1944, as Schutzstaffel (SS) começaram a fechar os campos de concentração a leste e a evacuar os restantes prisioneiros para oeste. Muitos foram mortos no campo de concentração de Auschwitz e Gross-Rosen. Schindler convenceu o SS-Hauptsturmführer Amon Göth, comandante do Campo de concentração de Kraków-Płaszów, a transferir a sua fábrica para Brünnlitz, na região dos Sudetas, poupando, assim, os seus trabalhadores da morte nas câmaras de gás. Utilizando os nomes fornecidos pelo oficial da Polícia dos Guetos Judeus Marcel Goldberg, o secretário de Göth, Mietek Pemper, compilou, e passou a papel, uma lista de 1200 judeus que viajaram para Brünnlitz em Outubro de 1944. Schindler continuou a subornar os oficiais das SS para impedir o massacre dos seus empregados, até ao final da Segunda Guerra Mundial na Europa, em Maio de 1945, altura em que tinha já gasto a sua fortuna em subornos e no mercado-negro para comprar provisões para os seus funcionários.

Schindler foi viver para a Alemanha a seguir à guerra, onde foi apoiado, financeiramente, por organizações judaicas de salvamento. Depois de receber um reembolso parcial pelos seus gastos em tempo de guerra, viajou para a Argentina, com a sua esposa, para uma quinta. Quando entrou em bancarrota em 1958, Schindler deixou a sua mulher e regressou à Alemanha, onde foi mal-sucedido em vários negócios, e teve que ser ajudado pelos seus Schindlerjuden ("Judeus de Schindler") – aqueles cujas vidas ele salvou durante a guerra. Schindler recebeu a designação de Justos entre as nações pelo governo de Israel em 1963, e morreu a 9 de Outubro de 1974.



Winston Churchill


Winston Churchill (1874-1965) foi um político britânico. Foi Ministro da Guerra e Ministro da Aeronáutica. Foi Primeiro-Ministro inglês por duas vezes. Foi também jornalista e escritor. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos.

Winston Churchill (1874-1965) nasceu no palácio de Blenheim, no condado de Oxfordshire, Inglaterra, no dia 30 de novembro de 1874. Descendente de família nobre era filho do político Lord Randolph Churchill, e sobrinho do oitavo Duque de Marlborough (seu pai, não sendo primogênito, não herdou o título), e de Jenny Jerome, filha do proprietário do jornal americano New York Times.

Entre os 2 e seis anos de idade, viveu em Dublin, época em que seu avô foi indicado vice-rei da Irlanda e levou seu pai como secretário. De volta à Inglaterra, estudou do Harrow Scholl, em Londres. Em 1893 ingressou na Academia Militar de Sandhurst. Considerado oficial brilhante, se forma em 1895, ano da morte de seu pai.

Depois de formado, pediu licença do exército e viajou para Cuba, onde trabalhou como correspondente do Daily Graphic, durante a insurreição local contra a Espanha. De volta ao exército, participou de uma série de operações militares na Índia, na repressão de tribos que se rebelavam contra o domínio inglês. Foi para o Sudão, em 1899, como oficial da 21ª Divisão de Lanceiros e correspondente do Morning Post, na luta contra o Reino dos Dervixes, federação religiosa que se opunha aos britânicos.

De volta à Inglaterra, candidata-se a deputado pelo distrito de Oldham e perde as eleições. No mesmo ano, Churchill retorna às atividades jornalísticas, seguindo para a África do Sul, onde cai prisioneiro dos bôeres - colonos holandeses que entraram em guerra contra a Inglaterra. Depois de uma fuga cheia de peripécias, os bôeres põem sua cabeça a prêmio, mas Churchll consegue fugir e atingir as linhas britânicas.

Em 1900, elege-se para a Câmara dos Comuns, como deputado do Partido Conservador. Em pouco tempo é nomeado Subsecretário das Colônias Britânicas. Em 1911, foi nomeado o Primeiro Lord do Almirantado, ou seja, é o Comandante Supremo da Marinha. Logo moderniza a esquadra inglesa, mas entra em choque com a opinião dos demais membros do gabinete, sobre as estratégias da Inglaterra na I Guerra Mundial. Em 1915 renuncia o posto de comandante.

Nesse mesmo ano, Winston Churchill apresentou-se como voluntário e serviu como oficial no front francês. De volta à Inglaterra, retornou à Câmara dos Comuns. Em 1918 terminada a I Guerra Mundial, depois de um saldo de 750 mil mortos, diversos movimentos de independência surgem em várias colônias britânicas.
Com a invasão da Polônia, em 1939, pelas forças de Hitler, a França e a Inglaterra declaram guerra à Alemanha. Logo, Churchill entra para o Gabinete de Guerra, voltando ao comando supremo da Marinha. No dia 10 de maio de 1940, assume o cargo de Primeiro-Ministro. Em seu discurso, diante dos comuns, pronuncia a frase que se tornaria famosa: "Nada tenho a oferecer senão sangue e trabalho, suor e lágrimas". Com sua brilhante oratória, Churchill manteve a coesão do povo britânico. Sua aproximação com o então presidente americano Franklin Delano Roosevelt, permitiu que os Estados Unidos entrassem definitivamente na Segunda Guerra Mundial.

Em 1951, Churchill foi eleito mais uma vez para o cargo de Primeiro-Ministro. Em 1953, recebeu o Nobel de Literatura, por suas memórias de guerra e por seus trabalhos jornalísticos e literários.
Winston Leonard Spencer Churchill faleceu em Londres, Inglaterra, no dia 24 de janeiro de 1965.



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Adolf Hitler


Adolf Hitler (1889-1945) foi um político alemão. Líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista). Nomeado Chanceler começou a aplicar o programa nazista.
Numa sucessão de golpes, atos ilegais e assassinatos instalou sua ditadura. Com a morte do presidente alemão acumulou a função de chanceler e presidente. Era o início do Terceiro Reich.
Adolf Hitler (1889-1945) nasceu em Braunau, na Áustria, no dia 20 de Abril de 1889. Filho de Alois Hitler empregado de alfândega e Klara Hitler pretendia seguir a carreira artística e por duas vezes tentou, sem sucesso, entrar na Academia de Belas Artes de Viena. Em 1913 mudou-se para Munique e em agosto de 1914 alistou-se no Regimento de Infantaria do Exército alemão para lutar na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Nesse mesmo ano, por sua bravura, recebeu a condecoração da Cruz de Ferro.

Com a derrota da Alemanha na Guerra e a crescente onda de insatisfação social provocada pela grave crise econômica, surgiu no país, diversos partidos de oposição ao governo. Em 1919, em Munique, um pequeno grupo de nacionalistas fundou um partido totalitário, nos moldes do fascismo italiano. Filiado ao partido, em 1920, Hitler adota o nome de “Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães” (Partido Nazista), e incorpora ao partido, uma organização paramilitar a Seção de Assalto (AS), encarregada de intimar os opositores, principalmente judeus, comunistas e socialistas. Hitler reorganiza o programa do partido, com forte apelo ao sentimento nacionalista. O totalitarismo se resumia em um povo (Volk), um império (Reich), e um líder (Führer).

Em novembro de 1923, Adolf Hitler e seus seguidores tentaram assumir o poder, mas foram todos presos. Condenado a cinco anos de prisão, Hitler só cumpriu oito meses. Na prisão escreve a primeira parte do livro "Minha Luta", obra em que desenvolveu os fundamentos do nazismo: a ideia da existência da raça ariana – que seria descendente de um grupo indo-europeu mais puro -, o nacionalismo exacerbado, o totalitarismo, o anticomunismo e o domínio dos territórios indispensáveis ao desenvolvimento alemão.

Com a crise de 1929 que abalou a economia mundial, os seis milhões de desempregados alemães engrossaram as fileiras do Partido Nacional-Socialista e o extremismo tomou conta da Alemanha. Em 1930 Hitler tornou-se cidadão alemão e já reunia 1,5 milhões de adeptos ao partido. Nas eleições legislativas de 1932 os nazistas elegem 230 deputados. Em 1933, com a crise do sistema parlamentarista, o presidente Hindenburg ofereceu a Hitler o cargo de Chanceler.

Elevado ao poder, o líder nazista instalou uma ditadura totalitarista. Deputados e líderes de esquerda foram presos e levados para campos de concentração, onde se aprisionavam e, muitas vezes, se exterminavam os opositores, e mais tarde judeus e prisioneiros de guerra. Para sustentar o poder criou a “Guestapo” – polícia secreta do Estado. No dia 21 de março, Adolf Hitler proclamou a criação do “Terceiro Reich”. Em 1934 morre o presidente Hindenburg e Hitler acumula as funções de chanceler e presidente. Em 1935 o governo nazista decretou o rearmamento alemão que era proibido pelo tratado de Versalhes.

Em maio de 1938, o exército alemão, com Hitler à frente, invadiu a Áustria. Em 1939, desrespeitando o acordo de Munique, ocuparam a Tchecoslováquia. No dia 1 de setembro, cruzou a fronteira da Polônia, que foi sucedido, dois dias depois, pela declaração de guerra da França e Inglaterra ao Terceiro Reich, desencadeando a Segunda Guerra Mundial (1939-1942). A partir de abril de 1940 a Alemanha avançou em direção à Europa Ocidental, conquistando a Noruega, a Dinamarca, a Bélgica, a Holanda e a França.

Em 1941, rompendo o pacto que assinou com Stalin, invadiu a União Soviética. A partir de 1943 começou a lenta agonia dos nazifascistas. As tropas aliadas anglo-americanas e soviéticas fecharam o cerco sobre a Alemanha e as tropas nazistas recuavam. Hitler resistiu desesperadamente, mas refugiou-se em um bunker em Berlim e suicidou-se junto com sua mulher Eva Braun. Os exércitos soviéticos liquidaram os alemães em vários países e entraram vitoriosos em Berlim, em 2 de maio de 1945.

Hitler morreu em Berlim, Alemanha, no dia 30 de abril de 1945.


John Fitzgerald Kennedy


John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) foi um político norte-americano, eleito presidente em 1960 e assassinado em 1963. Foi o mais jovem presidente eleito nos Estados Unidos. Foi o primeiro norte-americano de ascendência irlandesa e religião católica a ocupar a Casa Branca.

John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) nasceu em Brookline, Massachusetts, Estados Unidos, no dia 29 de maio de 1917. Filho de Joseph Kennedy e Rose Fitzgerald, rica família católica que teve nove filhos: Joseph Patrick Jr., John Kennedy, Rosemary, Kathleen, Eunice, Patrícia, Robert, Jean e Edward o caçula.

John Kennedy frequentou escolas particulares antes de ingressar na Choate, escola tradicional de Wallingford Connecticut. Mesmo com a saúde frágil, frequentava o time de futebol da escola e era popular entre os colegas. Em 1935 ingressou na Universidade de Princeton, mas abandonou por questões de saúde e passou dois meses em tratamento num hospital e em seguida foi para uma fazenda se recuperar. Em 1936 matricula-se na Universidade de Harvard, impressionando os professores pelo talento para escrever. Voltou ao futebol e sofreu uma ruptura na coluna, problema que o atormentou pelo resto da vida.

Em 1937, seu pai foi para a Inglaterra, nomeado Embaixador dos Estados Unidos. nessa época, John ainda era aluno de Harvard. Viajou para Europa onde passou todo o ano que precedeu a Segunda Guerra. Acompanhou os acontecimentos, recolheu dados sobre a política inglesa de apaziguamento no pré-guerra. Em julho de 1940 apresentou sua tese de conclusão de curso. Depois publicada em livro com o título "Por que a Inglaterra Dormia?", que logo se tornou Best-seller.
John Kennedy alistou-se no exército, mas pela saúde frágil não foi aceito. Entrou na Marinha, em 1941, sendo designado para o Serviço de Inteligência Naval. A guerra prosseguia, em julho de 1942 alistou-se para integrar a tripulação de barcos torpedeiros. No comando de uma patrulha em Tulagi, uma das Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, foi atacado por um destroier japonês. Conseguiu salvar sua tripulação. Seis dias depois os sobreviventes foram resgatados. Tornou-se um herói da Guerra do Pacífico.

John Kennedy empregou-se como repórter da rede de jornais Hearst onde cobriu a Seção da Abertura da ONU e as eleições inglesas, depois da renúncia de Winston Churchill. Em abril de 1946, candidatou-se para Câmara dos Deputados por Massachusetts, com seu irmão Robert participando da campanha. Em novembro com uma vitória esmagadora dá início a sua carreira política.

Em 1947 viajou para Europa. Em Londres, Kennedy adoeceu e os médicos diagnosticaram doença de Addison, um mau funcionamento das glândulas suprarrenais. Tratado, mas achando que não viveria muito tempo, passou a viver cada dia como se fosse o último. Foi reeleito em 1948 e em 1950.

Com anseio de participar da política externa, candidatou-se ao Senado. Impressionou-se com a situação do Vietnam, envolvido numa guerra de libertação contra os colonizadores franceses. Em abril de 1952 iniciou sua campanha, ganhou com 51% dos votos. Em 1953 casa-se com Jacqueline Bouvier, de família rica da alta sociedade de Washington. Foi o casamento do ano.

John Kennedy, com sérios problemas na coluna, foi operado em 1954, contraindo uma infecção hospitalar, entrou em coma. Recuperado voltou para casa às vésperas do natal. Durante a recuperação escreveu "Perfis de Coragem", que ganhou o Prêmio Pulitzer de 1957.

Mesmo sofrendo uma derrota dentro do partido, para o cargo de vice-presidente em 1956, seu desempenho agradou e tornou-se mais popular. Em 1957 nasceu sua filha Caroline. Nas Eleições para o Senado, em 1958, consegue 73% dos votos. No dia 2 de janeiro de 1960 anunciou oficialmente sua candidatura para presidente. Em julho de 1960 consegue sua primeira vitória, foi indicado para candidato à presidência do Partido Democrata, com Lyndon Johnson para vice-presidente. Em novembro de 1960 derrotou Nixon por uma pequena margem de votos. Em novembro nasceu John Fitzgerald Jr.

Em 30 de janeiro de 1961, Kennedy fez seu primeiro pronunciamento oficial no Congresso. Em seu governo enfrentou além da miséria, a discriminação racial, o comunismo na América Latina, especialmente em Cuba, conflitos na África, guerras civis e compromissos de assistência com os países do sudeste da Ásia, a aceleração da corrida armamentista e a guerra fria entre Estados Unidos, União Soviética e China.

Em março de 1961 aprovou a formação do Corpo da Paz, chefiado por Robert Shriver, seu cunhado, formado por grupos voluntários norte-americanos, a serviço de nações menos desenvolvidas. Em abril, fracassa na tentativa de invasão de Cuba na Bahia dos Porcos. Em março de 1962 anuncia a retomada dos testes nucleares na atmosfera. Em julho de 1963 submete o projeto de lei dos direitos civis à aprovação do Congresso.

No dia 22 de novembro de 1963, durante uma visita à cidade de Dalas, no Texas, John Fitzgerald Kennedy e Jaqueline, desfilando em carro aberto, sorriam e acenavam para o povo. O cortejo entrou na praça Dealey e de repente da janela do sexto andar de um depósito de livros, um homem apontou uma arma e atirou. O Presidente Kennedy foi atingido fatalmente por duas balas, uma na garganta e outra na cabeça. Os tiros foram disparados por Lee Oswald, que foi preso e dois dias depois foi morto a tiros diante das câmeras de televisão por Jack Ruby.

John Kennedy foi enterrado no dia 25 de novembro de 1963, no Cemitério Nacional de Arlington, com a presença de 92 líderes de outras nações. Milhares de pessoas saíram às ruas para prestar a última homenagem ao presidente morto. Acompanhada dos dois filhos Jaqueline acendeu a tocha do fogo eterno sobre o túmulo de Kennedy.


Dom Pedro I


Dom Pedro I (1798-1834) foi o primeiro Imperador do Brasil. Outorgou a primeira Constituição brasileira, que vigorou de 1824 até 1889 com o fim do Império.

Dom Pedro I (1798-1834) nasceu no Palácio de Queluz, Portugal, no dia 12 de outubro de 1798. Filho de Dom João e de Dona Carlota Joaquina de Bourbon passou seus primeiros anos no Palácio de Queluz, cercado de governantas e professores. No dia 7 de março de 1808, com 9 anos de idade, chegou ao Brasil, junto com a família real que fugindo das tropas napoleônicas instalou-se no Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista.

O jovem Pedro sabia latim suficiente para ler certos clássicos da antiguidade, estudava pintura, francês, inglês e música, chegando a compor e tocar pequenas peças. Dedicava-se também à equitação. Avesso aos estudos preferia a vida ao ar livre no palácio de São Cristóvão e na fazenda Santa Cruz.

Em março de 1816, com a morte de sua avó Dona Maria I, Dom João VI é aclamado Rei de Portugal e Dom Pedro torna-se Príncipe Real e herdeiro direto do trono, em virtude da morte do seu irmão mais velho, Antônio.

Muita gente estava a par das façanhas amorosas do jovem conquistador, mas depois de demoradas negociações diplomáticas, estava a caminho do Brasil a Arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina, filha do imperador da Áustria, que fora a escolhida para esposa de Dom Pedro. Casam-se no dia 5 de novembro de 1817, e juntos tiveram sete filhos.

Em 1820 Portugal passava por grave crise política e social. A Revolução Liberal do Porto se espalhou por todo pais. A Constituição era a palavra de ordem. No dia 26 de abril, Dom João volta para Portugal, ficando Dom Pedro como Príncipe Regente do Brasil. A corte de Lisboa despachou então um decreto exigindo que o Príncipe retornasse a Portugal e que o Brasil voltasse à condição de colônia.

O decreto vindo da corte provocou grande desagrado popular. Um abaixo-assinado com oito mil assinaturas foi levado a Dom Pedro, solicitando sua permanência no Brasil. No dia 9 de janeiro de 1822, cedendo às pressões o príncipe declara: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico". O Dia do Fico era mais um rompimento com Portugal. A atitude de Dom Pedro desagradou a Corte Portuguesa, que suspendeu o pagamento de seus rendimentos.

Com a popularidade cada vez mais em alta, quando viajava de Santos para a capital paulista, recebeu uma correspondência de Portugal, comunicando que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa. Descontente, ali mesmo, em 7 de setembro de 1822, junto ao riacho do Ipiranga, o herdeiro de D. João VI, resolveu romper definitivamente com a autoridade paterna e declarou: "Independência ou morte! Estamos separados de Portugal!".

De volta ao Rio de Janeiro, Dom Pedro foi proclamado Imperador Constitucional do Brasil. A cerimônia teve lugar no Campo de Santana, hoje Praça da República. No dia 1 de dezembro, recebeu a Coroa Imperial. Entre abril e novembro de 1823, reuniu-se com os Deputados eleitos para dar ao país sua primeira Carta Magna.

Com a morte de D. João VI, em 1826, decidiu contrariar as restrições da Constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa como Pedro IV. Foi a Portugal, mas constitucionalmente não podendo ficar com as duas coroas, instalou no trono sua filha primogênita, de 7 anos, Maria da Glória, como Maria II, e nomeou regente seu irmão, Dom Miguel.

No dia 11 de dezembro de 1826, falece Dona Leopoldina. No dia 28 de agosto de 1828, casa-se com Amélia de Leuchtenberg. Aos poucos, Dom Pedro foi perdendo o prestígio. Os constantes atritos com a assembleia, a demasiada atenção dada às questões portuguesas, a crescente interferência de sua amante, a Marquesa de Santos, nos negócios do Governo o tornou impopular aos olhos dos súditos. Após quase nove anos como Imperador do Brasil, abdicou do trono, no dia 7 de abril de 1831, em favor de seu filho Pedro, então com cinco anos de idade.

Voltando a Portugal, com o título de Duque de Bragança, assumiu a liderança da luta para restituir à filha Maria da Glória o trono português, que havia sido usurpado pelo irmão, Dom Miguel, travando uma guerra civil que durou mais de dois anos.
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon morreu de tuberculose, no palácio de Queluz, no dia 27 de setembro de 1834. Foi sepultado no Panteão de São Vicente de Fora, como simples general e não como rei, como determinava seu testamento. No sesquicentenário da independência do Brasil, em 1972, seus restos mortais foram trazidos para a cripta do Monumento do Ipiranga, em São Paulo.



Dom Pedro II


Dom Pedro II (1825-1891) foi o segundo e último Imperador do Brasil. Tornou-se príncipe regente aos cinco anos de idade, quando seu pai Dom Pedro I, abdicou do trono. José Bonifácio de Andrada e Silva foi nomeado seu tutor e depois foi substituído por Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho. Aos 15 anos foi declarado maior e coroado Imperador do Brasil.

Dom Pedro II (1825-1891) nasceu no Palácio da Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, Brasil, no dia 02 de dezembro de 1825. Filho do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Dona Maria Leopoldina. Ficou órfão de mãe com apenas um ano de idade. Com nove anos perdeu também seu pai. Era o sétimo filho, mas tornou-se herdeiro do trono brasileiro, com a morte de seus irmãos mais velhos. Cresceu aos cuidados da camareira-mor Dona Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte.

No dia 2 de agosto de 1826, Dom Pedro foi reconhecido como herdeiro da coroa do império brasileiro. No dia 7 de abril de 1831, seu pai Dom Pedro I, que vinha enfrentando severa oposição política, acusado de favorecer os interesses portugueses no Brasil independente, abdica do trono e embarca de volta a Portugal, deixando Pedro como regente, com apenas cinco anos de idade. Para tutor de Pedro, seu pai nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva.

Com a abdicação e a menoridade do herdeiro do trono, a Constituição de 1824 determinava que o Império seria governado por uma Regência composta por três membros. O período regencial estendeu-se por nove anos (1831-1840) e pela primeira vez o Brasil foi governado por brasileiros. Foi no período regencial que se solidificou o Estado nacional brasileiro e surgiram os partidos políticos.

Nessa época, durante a menoridade, Dom Pedro teve aulas com diversos mestre ilustres, escolhidos por seu tutor José Bonifácio. Estudou caligrafia, literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, pintura, música, dança, esgrima e equitação.

Os liberais moderados governavam o País com dificuldades, enfrentando os que preferiam a República. Outro grupo queria a volta de Dom Pedro I. As crises se acumulavam. Em 1840 os conservadores mantinham a maioria parlamentar e fizeram aprovar a Lei de Interpretação do Ato Adicional que reduzia as conquistas feitas pelos liberais. Esses, inconformados começaram a luta pela maioridade do imperador, então com 15 anos. No dia 23 de julho de 1840, Dom Pedro II é coroado Imperador. O ato ficou conhecido como o "Golpe da Maioridade".

Os primeiros anos de reinado de Dom Pedro II foram de aprendizado político. Aplicava-se inteiramente aos negócios de Estado, exercia a risca a Constituição. Aos poucos o país se pacificava. No dia 3 de setembro de 1843, Dom Pedro II esperava no porto, sua futura esposa Teresa Cristina de Bourbon. O casamento era um arranjo político com Francisco I, rei das Duas Sicílias. Tiveram quatro filhos, mas só sobreviveram Isabel e Leopoldina. A vida na corte era calma. As portas do Palácio Isabel, hoje Palácio Guanabara, eram abertas quatro vezes por ano, ao corpo diplomático e à nobreza.

No início de seu governo, Dom Pedro II fez viagens diplomáticas às províncias onde estavam ocorrendo conflitos. Em 1850, Dom Pedro II ainda não completara 25 anos, mas seu império já estava consolidado. A constituição de 1824, com as modificações introduzidas pelo Ato Adicional, dava ao Imperador um Governo quase autocrático. Mas Pedro II optou, sempre, pela moderação. Os partidos políticos do Império representavam a aristocracia rural e a técnica política do Imperador era revezar os partidos no poder. Essa política sobreviveu por quase vinte anos.

Dom Pedro era acusado de dedicar mais tempo aos livros do que às questões políticas. O império que gozava de certa prosperidade econômica começou a perder o equilíbrio, com as guerras na região do Rio da Prata. As forças imperiais lutaram em 1850, contra Rosas e Oribe e em 1864 contra Aguirre. Em 1865, teve inicio a Guerra do Paraguai, que durou cinco anos e finalmente o Paraguai foi vencido. Ao terminar a guerra, o movimento abolicionista tomava impulso e no Rio de Janeiro fundava-se em 1870, o Partido Republicano.

Na década de 70, Dom Pedro II viajou duas vezes à Europa, deixando sua filha a Princesa Isabel como Regente. Em ambos os momentos a princesa resolveu causas difíceis. Em 1871, assinou a lei do Ventre Livre e em 1875 foi resolvida a Questão Religiosa. Em 1886, Dom Pedro adoece e parte novamente para a Europa. No dia 13 de maio de 1888, com a Regência da Princesa Isabel, é assinado o decreto que acaba com a escravidão no Brasil.

O ideal republicano que surgiu no Brasil em vários movimentos, como na Guerra dos Farrapos e na Revolução Praieira, só após a Guerra do Paraguai ressurgiu e se fortaleceu. No dia 15 de novembro de 1889, pela conjugação de interesses políticos, o governo imperial foi derrubado. Estava proclamada a República no Brasil. No dia seguinte organizou-se um Governo Provisório, que deu 24 horas para Dom Pedro deixar o país.

Dom Pedro de Alcântara embarca com a família para Portugal. Era 17 de novembro de 1889, dois dias após a proclamação da República. Chegando em Lisboa no dia 7 de dezembro seguiu para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28 do mesmo mês. Pedro, com 66 anos, segue sozinho para Paris, onde fica hospedado no Hotel Bedford, onde passava o dia lendo e estudando. As visitas à Biblioteca Nacional eram seu refúgio. Em novembro de 1891, doente não saía mais do quarto.
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança morreu no dia 5 de dezembro de 1891, em consequência de uma pneumonia. Seus restos mortais são transladados para Lisboa, e depositados no convento de São Vicente de Fora, junto ao da esposa. Quando revogada a lei do banimento em 1920, os despojos dos imperadores foram trazidos para o Brasil e depositados na Catedral do Rio de Janeiro, em 1921. Em 1925, foram transferidos para Petrópolis.



domingo, 26 de novembro de 2017

Mikhail Gorbachev


Mikhail Sergueievitch Gorbachev nasceu em 2 de março de 1931, no território de Stavropol. Filho de cristãos, seu pai, Serguei Gorbachev (1909-1976), era russo, e sua mãe, Maria Gopkalo (1911-1993), era ucraniana.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Gorbachev ainda tinha dez anos, o território onde sua família morava foi ocupado por tropas alemãs, e seu pai partiu à frente de batalha. Após a libertação da cidade, chegou à família a notícia de que o pai havia perecido entre os heróis.

Aos 13 anos, passou a dividir a escola com o trabalho de campesino, em um kolkhoz. A partir dos 15, começou a trabalhar de auxiliar de eletricista em uma maquinaria. Em 1948, foi laureado com a Ordem do Estandarte Vermelho do Trabalho, como eletricista exemplar. Aos 19 anos, candidatou-se a uma vaga no PCUS, mas seria aceito somente dois anos mais tarde, com recomendações do diretor e dos professores de sua escola. Ainda em 1950, ingressou na faculdade de Direito da Universidade Federal de Moscou, onde graduou-se em 1955. Em setembro de 1953, casou-se com Raíssa Titarenko, que conhecera na universidade. Já licenciado, trabalhou na promotoria de Stavropol, enquanto na vida política ficou encarregado da direção do departamento de agitação e propaganda do Komsomol da região, até 1962.

Em 1961, Gorbachev foi um dos delegados do XXII Congresso do Partido Comunista que, entre outros assuntos, definiu a ruptura sino-soviética. Em 1966, então com 35 anos, completou os estudos no Instituto Agrícola como economista-agrónomo. Começou, então, a progredir rapidamente na sua carreira política. Em 1970, foi nomeado ministro da Agricultura e, no ano seguinte, membro do Comitê Central. Em 1972, dirigiu uma delegação soviética à Bélgica e, dois anos mais tarde, em 1974, tornou-se representante do Soviete Supremo. Passou a fazer parte do Politburo em 1979. Lá recebeu a proteção de Iuri Andropov, chefe do KGB, também natural de Stavropol, e foi promovido durante o breve período em que Andropov fora líder da União Soviética, antes da sua morte, em 1984.

As posições que tomou no partido deram-lhe a oportunidade de realizar viagens a diversas partes do mundo, o que terá influenciado o seu ponto de vista político e social, como líder do seu país. Em 1975, dirige uma delegação à República Federal da Alemanha e em 1983 lidera outra ao Canadá, onde se encontra com o primeiro-ministro Pierre Trudeau, com os membros da Câmara dos Comuns e do Senado.

Com a morte de Konstantin Chernenko, Mikhail Gorbachev é eleito o novo líder da União Soviética, a 11 de Março de 1985.

No posto, inaugura diversas reformas e campanhas, que a longo prazo conduziriam o país a uma economia de mercado, ao fim do monopólio do poder central do PCUS e, posteriormente, à desintegração da União Soviética.

Mais socialismo significa mais democracia, transparência e coletivismo na vida cotidiana.

Uma de suas primeiras atividades políticas foi a contraditória campanha contra o alcoolismo, criada em 1985, que levou a um aumento de 45% nos preços das bebidas alcoólicas,[3] e consequentemente a uma redução na produção de álcool e vinhos e à escassez de açúcar nos mercados por conta da produção clandestina de bebidas alcoólicas. Por outro lado, a sociedade percebeu um aumento na expectativa de vida e uma considerável redução no número de crimes cometido sob efeito do álcool.

Em 1986, Gorbachev teria de lidar com o acidente nuclear de Chernobil, após a explosão do reator da usina da cidade, localizada na Ucrânia, que provocou uma onda de radiação por toda a Europa.

Durante seu governo, as suas tentativas de reforma, tanto no campo político, representadas pelo projeto Glasnost, como no campo econômico, através da Perestroika, conduziram ao término da Guerra Fria e, ainda que não tivessem esse objetivo, deram fim ao poderio do Partido Comunista no país, levando à dissolução da União Soviética.


domingo, 22 de outubro de 2017

Buda




Buda, que em hindu quer dizer “Iluminado”, foi o nome dado a Siddhartha Gautama, líder religioso que viveu na Índia, cuja bondade e sabedoria lhe valeram esse título. É considerado pelos budistas o “Supremo Buda”, o fundador do budismo.
Buda (Siddartha Gautama) nasceu por volta de 563 a. C. em Lumbini, sendo criado no pequeno principado de Kapilavastu, situado numa região setentrional e montanhosa da Índia que hoje faz parte do território do Nepal. Filho do rei da dinastia Sakia, ficou órfão de mãe poucos dias após seu nascimento. Seu pai o rei Sudoana deu-lhe uma educação requintada, foi preparado para ser um guerreiro e líder político, era chamado de “Sakia Múni” – o sábio da Sakia.

Nessa época, a vida na Índia era difícil, os habitantes eram numerosos, o alimento escasso, e a divisão dos bens desigual, de modo que a fome e a miséria se integravam no dia a dia da maior parte da população. Siddartha Gautama, jovem, rico e bem casado, tinha tudo para se sentir satisfeito, porém demonstrava tendência para a meditação e para o pensamento filosófico e espiritual.

Miséria, velhice, doença e morte eram problemas dos quais jamais pensara em seus 29 anos de idade, até descobri-los em um passeio pela cidade. Foi para ele um choque, em contraste com a beleza de sua esposa e de seu filho, com o luxo que os cercava. A realidade passou a impressiona-lo. Essa perplexidade foi se avolumando pouco a pouco, até o momento de raspar a cabeça em sinal de humildade, e trocar a suas suntuosas roupas pelo despretensioso traje amarelo dos monges e afastou-se do palácio, abandonando família, bens e passado, e iniciou a busca para chegar às verdades superiores.

Novato em questões espirituais, o andarilho juntou-se a cinco ascetas, e com eles passou a jejuar e fazer orações, mas, com o estômago vazio não lhe ensinava nada de novo, perdeu a fé no sistema e voltou a comer. Durante os seis anos seguintes passou o tempo meditando em total solidão. Conta a lenda que Siddhartha Guatama escolheu a sombra de uma grande figueira, que os hindus chamam de “bodhi” e veneram como árvore sagrada.

Sentado sob a árvore, teve visões de Mara – o demônio da paixão, que hora lhe atacava com chuva e raios, ora lhe oferecia vantagens para demovê-lo de seu propósito. Após 49 dias Mara teve de se conformar com a derrota, deixando Gautama em paz.

Ocorreu então o despertar espiritual que o jovem tanto procurava. Iluminado por um novo entendimento de todas as coisas da vida rumou para a cidade de Benares, à margem do rio Ganges, a fim de transmitir o que lhe acontecera.
Pouco a pouco, Gautama encontrou seguidores que reverenciaram sua iluminação, passando a tratá-lo por “Buda”. Durante 45 anos em que pregou sua doutrina, por todas as regiões da Índia, o Buda mencionou sempre as Quatro Verdades e as Oito Trilhas, acrescentando ainda uma sentença, resumo de todo o seu pensamento – A Regra de Ouro: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos”.

Os seguidores de Buda, embora desvinculados das coisas desse mundo, observam um profundo respeito por todos que nele vivem. Consideram viver em paz com seus semelhantes, uma obrigação fundamental de todos os indivíduos. O espírito pacifista que leva os monges budistas ao extremo de poupar a vida até dos insetos, tem origem num ensinamento do próprio Buda, que dizia: “O ódio não termina com o ódio, mas com o amor”.

Buda fez questão de propagar que não era Deus, mas queria servir de exemplo para outras pessoas em busca da salvação do espírito e do caminho para atingir o Dharma – o processo de amadurecimento para a plena realização espiritual. Buda faleceu por volta de 483 a. C. em Mallas, Kushinagar, Índia.

Fonte: ebiografia




Mahatma Gandhi



Mahatma Gandhi (1869-1948) foi um líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica. Ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não violência. Além de sua luta pela independência da índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.

As rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia.

Mahatma Gandhi (1869-1948) nasceu em Porbandar na Índia, no dia 2 de outubro de 1869. Seu nome verdadeiro era Mohandas Karamchand. Seu pai era um político local. Como era costume, Gandhi teve um casamento arranjado aos 13 anos de idade. Foi para Londres estudar Direito e em 1891 voltou ao seu país para exercer a profissão. Dois anos depois, foi para a África do Sul, também colônia britânica, onde iniciou um movimento pacifista.

Terminada a Primeira Guerra Mundial, a burguesia na Índia, desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líderes Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nahru. O programa pregava: a independência total da Índia, uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas socioeconômicas e administrativas e a modernização do Estado.

Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a jejuns, marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o não consumo de produtos ingleses. Embora usassem a violência na repressão ao movimento nacionalista da Índia, os ingleses evitavam o confronto aberto. Em 1922 uma greve contra o aumento de impostos reúne uma multidão que queima um posto policial e Gandhi é detido, julgado e condenado a seis anos de prisão. Em 1924 é libertado e em 1930 lidera a marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros, para protestar contra os impostos sobre o sal.

As rivalidades que existiam entre hindus e muçulmanos, que tinham como representante Mohammed Ali Jinnah e que defendia a criação de um Estado muçulmano, retardaram o processo de independência.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi volta à luta pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Por fim, em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia, contudo mantendo seus interesses econômicos. As divisões internas levaram o governo a criar duas nações, a União Indiana, governada pelo primeiro ministro Nehru, e o Paquistão, de população muçulmana. Essa divisão gerou violenta migração de hindus e muçulmanos em direção opostas da fronteira, que resultou em sérios conflitos.

Gandhi aceitou a divisão do país o que atraiu o ódio dos nacionalistas. Um ano após conquistar a independência, foi morto a tiros por um hindu rebelde, quando se encontrava em Nova Délhi, capital indiana. Suas cinzas foram jogadas no Rio Ganges, local sagrado para os hindus.
Mahatma Gandhi morreu em Nova Délhi, Índia, no dia 30 de janeiro de 1948.

Fonte: ebiografia



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