.

HISTÓRIA DO BRASIL

PERÍODO COLONIAL, IMPÉRIO, REPÚBLICA, E MUITO MAIS...

HISTÓRIA DO MUNDO OCIDENTAL

IDADE MÉDIA, REVOLUÇÕES, GUERRAS MUNDIAIS...

HISTÓRIA DO MUNDO ORIENTAL

CHINA, ÍNDIA E MUNDO ÁRABE

ÁREA DO ALUNO

CENTRO EDUCACIONAL ADVENTISTA DR. OTTO KEPPKE - TELEFONE: (33) 3221-2250 - GOVERNADOR VALADARES/MG

DOCUMENTÁRIOS

DOCUMENTÁRIOS INTERESSANTÍSSIMOS

FILMES HISTÓRICOS

CONFIRA A SELEÇÃO DE FILMES!

terça-feira, 6 de março de 2018

Evolução é isso?


Em registros paroquiais de uma ilha franco-canadense, pesquisadores encontraram o que pode ser a instância mais recente de evolução humana em resposta à seleção natural. A ilha, chamada Ile aux Coudres, fica no rio St. Lawrence, a cerca de 80 km a nordeste de Quebec. Os registros de sua igreja mantêm arquivos excepcionalmente completos de nascimentos, casamentos e mortes. A partir desses dados, uma equipe de pesquisadores conduzida por Emmanuel Milot e Denis Reale, da Universidade de Quebec, em Montreal, extraíram as histórias de vida de mulheres nascidas na ilha entre 1799 e 1940. Ao longo desse período de 140 anos, a idade em que as mulheres tiveram seu primeiro filho – um traço altamente hereditário – caiu de 26 para 22 anos. Graças a essa mudança, as mulheres tinham, em média, quatro filhos a mais em sua vida reprodutiva.

A descoberta “sustenta a ideia de que os humanos ainda estão evoluindo”, escrevem os pesquisadores na edição de segunda-feira de The Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo Milot, testes estatísticos permitiram que os pesquisadores distinguissem entre os efeitos da seleção natural e aqueles das práticas culturais afetando a idade do casamento. “A visão comum é que a evolução é um processo lento”, disse ele. “Mas biólogos evolucionários já sabem, há muitas décadas, que a evolução pode ser bastante rápida.”

Há tempos supôs-se que as pessoas, ao colocarem telhados sobre suas cabeças e plantarem sua própria comida, estariam se protegendo das forças da seleção natural. Dados coletados do genoma humano na última década mostraram que essa suposição não é verdadeira: as marcas da seleção natural são visíveis em no mínimo 10 por cento do genoma. E essa é uma seleção que ocorreu somente nos últimos 5 mil a 25 mil anos, pois sinais de episódios mais antigos de seleção são abafados pela constante mutação na sequência de DNA. [Ou são “abafados” simplesmente porque a vida remonta a apenas alguns milhares de anos no passado?]

Geneticistas examinando essa sequência não conseguem identificar episódios de seleção natural mais recentes do que 5 mil anos, a menos que o sinal seja particularmente forte, pois são necessárias muitas gerações para que uma versão nova e aprimorada de um gene apareça em toda numa população. Porém, biólogos evolucionários acreditam que podem detectar a seleção natural em funcionamento no passado recente, examinando os dados fenotípicos, ou naturais. [Seleção natural é um fato, mas é incapaz de explicar a macroevolução, conforme você lerá na nota abaixo.]

Esses dados são encontrados em grandes estudos médicos, como o estudo cardíaco Framingham, no qual muitas características de uma população são monitoradas ao longo de vários anos. Usando sofisticadas técnicas estatísticas, biólogos dizem poder distinguir traços que estejam mudando sob pressão da seleção natural, seja por efeitos ambientais ou pela deriva genética – a mudança genética aleatória que ocorre entre gerações. [Mas que também é incapaz de originar novos órgãos funcionais e planos corporais. A deriva genética apenas modifica o patrimônio genético ou faz desaparecer parte dele. Nunca acarreta ganho de informação complexa.]

(Info)

Nota: Se isso é evolução, posso me considerar evolucionista. Na verdade, modificações que tornam bactérias mais resistentes a antibióticos e mudança na idade em que as mulheres têm o primeiro filho parecem ser as únicas evidências apresentadas pelos darwinistas a favor de sua hipótese. Mas evidências de quê? De que uma bactéria tenha se transformado num ser multicelular? De que a espécie humana poderia ter se originado de ancestrais animais? Não. Isso seria macroevolução, mas as evidências apresentadas podem ser consideradas simplesmente “microevolução”, já que as bactérias, a despeito de inúmeras mutações observadas, continuam sendo bactérias; e as mulheres continuam sendo mulheres. Além disso, se a evolução pode ser bem rápida, como afirma a matéria acima, por que o registro fóssil mostra humanos mais ou menos inalterados ao longo de supostos milhões de anos? Mesmo o neandertal tem sido visto por muitos como plenamente humano. Note a sutileza e a tentativa de induzir conclusões: enquanto o texto trata de uma simples modificação no aspecto gestacional (possível “microevolução” ou simples modificação), a figura que ilustra a matéria sugere parentesco entre um humano e símios (macroevolução). Quanta forçação de barra! Os darwinistas deveriam ficar constrangidos com uma matéria como essa.[MB]

Fonte: Criacionismo.com.br


Universo não está se expandido, afirmam astrofísicos


Uma equipe de astrofísicos liderada por Eric Lerner, do centro de pesquisa Lawrenceville Plasma Physics (EUA), diz ter encontrado novas evidências, com base em medidas detalhadas do tamanho e brilho de centenas de galáxias, de que o Universo não está em expansão como se pensava anteriormente. O Prêmio Nobel de Física de 2011 foi atribuído conjuntamente a três cientistas que descobriram que a expansão do Universo está acontecendo de maneira acelerada. Os físicos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess chegaram a essa conclusão estudando as supernovas do tipo Ia – as violentas explosões resultantes da morte [sic] de estrelas anãs brancas. Eles mediram a maneira como a luz de supernovas Ia se distorciam para ver a rapidez com que as galáxias estão se afastando umas das outras, ou seja, o quão rápido o Universo está se expandindo. A partir da análise, foi concluído que todas as estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias estão se movendo cada vez mais rapidamente.

Outras medidas de galáxias brilhantes e distantes, como as feitas por cientistas da Universidade de Tóquio, no Japão, através de lentes gravitacionais, também indicaram que o Universo estava “crescendo” como um balão gigante.

Também surgiram teorias um pouco diferentes que diziam que o Universo não estava expandindo, mas, sim, ganhando massa.

Agora, um novo estudo entra na contramão de todas essas hipóteses dizendo que a expansão do universo simplesmente não existe. Os cientistas testaram uma das previsões marcantes da teoria do Big Bang, de que a geometria comum não funciona em grandes distâncias. Segundo a geometria comum, no espaço que nos rodeia (na Terra, no sistema solar e na Via Láctea), conforme objetos semelhantes estão mais longe, parecem mais fracos e menores. O seu brilho de superfície, que é o brilho por unidade de área, mantém-se constante. Em contraste, a teoria do Big Bang nos diz que, em um universo em expansão, objetos mais distantes devem parecer mais fracos, só que maiores. Nessa teoria, o brilho da superfície diminui com a distância. Além disso, a luz é esticada conforme o Universo é expandido, o que diminui ainda mais o brilho.

Assim, em um universo em expansão, galáxias mais distantes devem ser centenas de vezes mais fracas do que o brilho da superfície de galáxias próximas semelhantes, o que as tornaria indetectáveis com os telescópios atuais. E não é isso que as observações mostram.

No novo estudo, os pesquisadores cuidadosamente compararam o tamanho e o brilho de cerca de mil galáxias próximas e muito distantes. Eles escolheram as galáxias espirais mais luminosas para as comparações, combinando a luminosidade média das amostras próximas e distantes. Ao contrário do que a previsão dita, eles descobriram que o brilho da superfície das galáxias próximas e distantes é idêntico. Esses resultados são consistentes com o que seria esperado da geometria normal se o Universo não estivesse se expandindo. Ou seja, os resultados estão em contradição com o escurecimento drástico do brilho superficial previsto pela hipótese do Universo em expansão.

“Claro, você pode supor que as galáxias distantes eram muito menores e, portanto, tinham centenas de vezes mais brilho de superfície intrínseco no passado, e que, apenas por coincidência, o escurecimento do Big Bang cancela exatamente esse maior brilho em todas as distâncias para produzir a ilusão de um brilho constante, mas isso seria uma grande coincidência”, explica Lerner.

Esse não foi o único resultado surpreendente da pesquisa. Para aplicar o teste de brilho de superfície, proposto pela primeira vez em 1930 pelo físico Richard C. Tolman, a equipe teve que determinar a luminosidade real das galáxias, de modo a corresponder galáxias próximas e distantes. Para isso, os astrofísicos vincularam a distância das galáxias ao seu redshift (desvio para o vermelho, que corresponde a uma alteração na forma como a frequência das ondas de luz é observada no espectroscópio em função da velocidade relativa entre a fonte emissora e o receptor observador).

Eles partiram do pressuposto de que a distância é proporcional ao desvio para o vermelho em todas as distâncias, tal como foi verificado no universo próximo. Em seguida, os pesquisadores checaram essa relação entre redshift e distância com os dados do brilho de supernovas que foram usados para medir a hipótese da expansão acelerada do Universo.

“É surpreendente que as previsões dessa fórmula simples são tão boas quanto as previsões da teoria do Universo em expansão, que incluem correções complexas para a matéria escura e a energia escura hipotéticas”, disse um dos coautores do estudo, Dr. Renato Falomo, do Observatório Astronômico de Padova, na Itália.

O Dr. Riccardo Scarpa do Instituto de Astrofísica de Canarias, na Espanha, outro coautor do estudo, acrescentou: “Mais uma vez você pode pensar nisso como mera coincidência, mas seria uma segunda grande coincidência.”

Se o Universo não está se expandindo, o desvio para o vermelho da luz com o aumento da distância deve ser causado por algum outro fenômeno – algo que acontece com a própria luz que viaja através do espaço. “No momento, não estamos especulando sobre o que poderia causar esse desvio”, afirma Lerner. “No entanto, tal desvio para o vermelho, o qual não está associado com a expansão, pode ser observado com a sonda adequada dentro do nosso sistema solar no futuro.”

O novo estudo foi publicado na revista International Journal of Modern Physics D.

(Hypescience)

Nota: É interessante notar como certas “certezas” científicas podem ser cientificamente refutadas ou, pelo menos, confrontadas. Grande parte da comunidade científica e da mídia em geral trabalha com a hipótese do Universo inflacionário há algum tempo, e, na mente de alguns, isso já era tido como uma espécie de certeza científica. Mas não é. Assim como algumas outras “certezas” também não são (a macroevolução, por exemplo). Só que parece muito mais fácil desafiar paradigmas cósmicos do que biológicos, pois os primeiros não interferem muito nas posições filosóficas dos cientistas. Eles podem continuar crendo no naturalismo, independentemente de o Universo estar ou não se expandindo. De minha parte, continuo acreditando que o desvio para o vermelho se deve não à expansão, mas à movimentação orbital/circular do Universo, cujo centro de gravidade é o trono de Deus (fundamento essa opinião na Revelação, não em evidências científicas, evidentemente). Nosso ponto de observação aqui na Terra, dentro da Via Láctea, não é assim tão privilegiado, por isso fica difícil determinar o tipo de movimentação geral de todo o Universo. De qualquer forma, a pesquisa dos astrofísicos do Lawrenceville Plasma Physics ajuda a equilibrar um pouco certas posições extremadas e ensina uma lição de humildade àqueles que defendem hipóteses como se fossem verdades infalíveis. [MB]

Fonte: Criacnionismo.com.br


Cinco “provas” que não provam a evolução


O jornalista científico Salvador Nogueira assina a coluna “Mensageiro Sideral” na Folha de S. Paulo, e em seu texto desta semana – “Cinco provas da evolução das espécies” – ele foi realmente estratosférico: passou longe de provar aquela que é considerada por muitos a teoria mais controversa de nosso tempo. O título de seu artigo é simplesmente absurdo, porque a teoria da evolução não pode ser “provada” em tudo aquilo que ela afirma. É, para dizer o mínimo, ufanista, panfletário e leviano. Antes de tratar das tais “provas”, Nogueira faz uma exposição das diferenças entre ciência e religião. Portanto, antes de falar sobre as “provas” apresentadas, vou comentar a introdução do texto do meu colega de profissão.

Ele escreveu: “Este é um assunto dos mais controversos: a origem das espécies, desde as bactérias mais simples até os orgulhosos seres humanos [note que ele já assume a macroevolução como fato]. A razão básica da confusão é que algumas pessoas querem fazer crer que existe um conflito intrínseco entre a teoria da evolução pela seleção natural e as religiões. É mentira. A ciência, aliás, não é inimiga da religião. As duas são naturalmente complementares, e existe beleza no equilíbrio.” Aqui Nogueira comete o erro básico (se intencional, não sei) de confundir ciência com evolucionismo e opô-los à religião. Método científico é uma coisa, teoria da evolução é outra. Com o método, a teologia bíblica está em pleno acordo. Com a macroevolução, não. Os evolucionistas até podem se valer do método científico para validar algumas de suas afirmações, mas não todas. Há aspectos do evolucionismo que estão relacionados com as ciências históricas e outros que são pura hipótese mesmo, como a origem da vida a partir da não vida, ou a macroevolução e o surgimento e o aumento da informação genética. Não há absolutamente prova alguma dessas coisas. Apenas conjecturas e cenários imaginários.

O jornalista prossegue: “Uma diferença importante entre elas é que a ciência, por sua própria natureza, se propõe a estabelecer (tanto quanto possível) fatos objetivos. Já a religião fala de ‘verdades’ pessoais. Por isso cada um de nós pode ter suas próprias crenças, mas temos todos em comum uma única ciência. E também é por isso que neste texto, daqui em diante, vamos discutir apenas ciência.”

Tudo muito bonito, se fosse assim tão simples. Cientistas (e não a ciência) até se propõem a “estabelecer fatos objetivos”, mas eles são seres humanos e, portanto, carregados de subjetividades e interpretações não tão objetivas. É lógico que o método científico é o melhor que temos para compreender a realidade (física) que nos cerca, mas não podemos ser assim tão ufanistas a ponto de achar que ele é a única ferramenta disponível para isso. A realidade é muito mais ampla do que nossos microscópios e telescópios podem alcançar.

Nogueira também erra ao dizer que “a religião fala de ‘verdades’ pessoais”. Falo pela religião cristã: ela é muito mais do que uma experiência pessoal (embora também seja isso). O cristianismo é uma religião racional e razoável, cujo livro sagrado tem resistido ao teste do tempo e contado com inúmeras confirmações por parte da arqueologia. O pano de fundo histórico da Bíblia e vários de seus personagens têm sido confirmados ano após ano, descoberta após descoberta (confira aqui). Há várias antecipações científicas nas páginas das Escrituras e a própria ressurreição de Cristo pode ser encarada como evento histórico (confira). É claro que “cada um de nós pode ter suas próprias crenças”, mas, se quiser ser honesto (ou seja, não estiver em busca de uma religião de conveniências), deverá procurar a religião que compatibiliza fé e razão, afinal, o Deus bíblico não é irrazoável.

Depois de usar o fenômeno da chuva como exemplo, Nogueira conclui: “Grosso modo, a confirmação de nossa hipótese a converte em teoria. Ela não é mais só um exercício racional de adivinhação. Ela é uma explicação concreta que nos permite compreender e até mesmo prever fenômenos.”

Mas, se a intenção foi comparar isso com a teoria da macroevolução, o jornalista forçou a barra. A chuva é um fenômeno perfeitamente observável em qualquer lugar do mundo, em qualquer época. Ao contrário, hipóteses como a origem não biótica da vida e a macroevolução não podem ser observadas pelo simples fato de que hipoteticamente levam bilhões de anos para se processar. Tudo o que temos são exemplos de “microevolução” ou diversificação de baixo nível. O resto é extrapolação, usando o tempo como desculpa resposta. Seria mais ou menos como estudar uma molécula de água e querer determinar a partir disso como ocorrem as chuvas.

Para Nogueira, “é de uma desonestidade intelectual profunda acusar a evolução pela seleção natural de ser ‘apenas uma teoria’. Em ciência, uma teoria é o máximo que uma ideia pode chegar a ser. E ela atinge esse ponto só depois que foi corroborada por observações e experimentos. Só depois que ela se mostra a melhor explicação possível para um certo conjunto de dados”.

E ele está certo, em parte. Argumentar que a evolução é “apenas uma teoria” e tentar desacreditá-la por causa disso é ignorar o fato de que existe também uma teoria da gravidade, por exemplo. A atração dos corpos é descrita pela Lei da Gravidade e possui uma equação universal que calcula a força de atração. A Teoria da Gravidade é mais complexa do que isso. Ela tenta explicar por que essa atração ocorre. Quando pedimos a um evolucionista “provas” da evolução, ele geralmente se refere às evidências de “microevolução”, como a diversificação morfológica de animais como os tentilhões e as mudanças limitadas nas bactérias que adquirem resistência a antibióticos. Jamais se responde como e/ou por que a evolução teria ocorrido ou como a vida teria surgido a partir da não vida. Isso se assume como fato, a priori, metafisicamente.

Prevendo a oposição ao uso da palavra “prova”, Nogueira já se justifica logo de início: “Os mais atentos talvez queiram criticar meu uso da expressão ‘provas’, lembrando o filósofo da ciência Karl Popper, que sugere que observações só podem refutar teorias, mas nunca prová-las. Concordo com Popper. Mas uso aqui o termo ‘provas’ no sentido jurídico. Imagine que estamos num tribunal, que julgará a veracidade da teoria da evolução. O Mensageiro Sideral se apresenta como promotor, apontando provas circunstanciais conclusivas.”

Eu não diria os “mais atentos”, mas os mais honestos. Nogueira começa falando em ciência e muda para o contexto jurídico. Isso não me parece honesto porque, como jornalista, ele sabe que o título de seu texto e o uso da palavra “prova” induz os leitores a pensar exatamente o que ele quer. É controle de opinião. Por mais que ele tente se justificar dizendo que usa a palavra “prova” “no sentido jurídico”, o leitor menos atento ou desavisado vai ler as cinco “provas” pensando que elas são exatamente isso, e não tentativas de argumentação em favor de uma hipótese que deveria ser confirmada pelos fatos, e não julgada em um “tribunal”. Mas vamos, finalmente, aos fatos de Nogueira, com meus comentários entre colchetes:

ANTES DE MAIS NADA, O QUE É A TEORIA DA EVOLUÇÃO?

“Formulada por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace independentemente e apresentada em 1858, ela parte de pressupostos simples e incontestáveis. A primeira premissa é que os seres vivos de uma determinada espécie, por mais parecidos que sejam, apresentam, naturalmente, pequenas diferenças entre si. Isso é mais do que evidente. Basta olhar ao seu redor. Somos todos humanos, mas cada um é um pouquinho diferente do outro. Um mais baixo, um mais alto, um loiro, um moreno, e assim por diante.

“A segunda premissa é que os seres vivos podem transmitir essas pequenas diferenças que os caracterizam a seus descendentes. E isso também é mais do que evidente. Por isso filhos de morenos são morenos, filhos de altos são altos, e por aí vai.

“A terceira – e crucial – premissa é que, no mundo natural, algumas características são mais vantajosas que outras. Hoje, na população humana, isso não é muito evidente. Mas ainda acontece. Um exemplo: um pequeno número de pessoas na África parece ser imune ao HIV. Muitos esforços têm sido feitos pelos médicos para reduzir o impacto que o vírus da aids tem na mortalidade humana, mas imagine um mundo sem medicamentos. O que aconteceria na África? Os que não resistem ao HIV morreriam, em muitos casos sem deixar descendentes. Os imunes sobreviveriam e teriam mais filhos. Ao longo das gerações, aumentaria a porcentagem de pessoas com imunidade natural ao HIV. Isso é seleção natural. É a pressão que a natureza exerce para selecionar certas características e eliminar outras.

“Pois bem. Até aí, absolutamente nada de controverso. O salto que Darwin e Wallace deram foi partir dessas premissas e concluir que, ao longo de períodos muito grandes de tempo, esse processo de seleção natural poderia produzir novas espécies a partir de um ancestral comum. Como eles chegaram a essa conclusão? Observando o mundo natural. Note, por exemplo, o clássico exemplo apresentado pelo próprio Darwin, ao refletir sobre os tentilhões – grupo de espécies de pássaro – das ilhas Galápagos, que o naturalista estudou pessoalmente ao passar pela América do Sul, em 1835. Ele notou que cada ilha do arquipélago tinha suas próprias espécies de tentilhões, cada uma com um formato de bico próprio.

“Como explicar isso? Darwin imaginou que todos eles tinham um ancestral comum. Separados em suas respectivas ilhas, eles enfrentaram ambientes naturais ligeiramente diferentes, que por sua vez selecionariam características diversas. Ao fim de milhões de anos, terminamos com espécies diferentes de tentilhão.”

[Evidentemente que as três premissas apresentadas acima são fatuais e qualquer criacionista as aceita tranquilamente. A argumentação vai parecer lógica porque começa com fatos observáveis e corretos. Ocorre que um detalhe muitas vezes passa despercebido: depois de supostos milhões de anos de evolução, os tentilhões continuaram sendo tentilhões. Não surgiu em qualquer ilha um tipo de pássaro totalmente diferente; um papagaio, por exemplo. O mesmo tipo de conclusão pode ser tirado a partir das pesquisas com as moscas-das-frutas. Por favor, tome algum tempo para ler esta postagem. Quanto aos africanos resistentes ao HIV, se o mundo e a raça humana durassem milhões de anos, certamente os cientistas do futuro se deparariam com uma população inteira resistente ao vírus da aids, mas todos eles continuariam sendo humanos. Adaptação não é macroevolução. Resistência a um tipo de vírus e mudança de cor da pele/plumas não explicam de onde teria surgido a informação genética necessária para originar uma pata onde antes havia uma nadadeira ou um olho onde antes não havia nada.]

“O mesmo raciocínio pode ser aplicado a toda a vida na Terra, e foi o que Darwin e Wallace fizeram. Se imaginarmos [e aqui o “fato” vira imaginação, o que é típico] que todos os seres vivos atuais têm um ancestral comum separado de nós por cerca de 4 bilhões de anos de seleção natural, temos uma explicação [explicação?] para a origem de todas as espécies. Uma explicação que é passível de teste. E que foi testada e corroborada de forma contundente, como veremos a seguir [quero ver mesmo].

“Um senão importante é que a teoria diz respeito exclusivamente à origem das espécies. Ou seja, como, a partir de uma única forma de vida, acabamos com uma biosfera tão incrível e diversa como a nossa. A teoria nada fala sobre a origem da vida em si. Como o primeiro ser vivo submetido ao processo de seleção natural veio a ser é outro mistério, um que ainda não tem uma solução científica clara (embora diversos caminhos promissores já se insinuem a esse respeito) [a velha desculpa de sempre...].”

PROVA NÚMERO UM – O DNA

“Manja teste de DNA, aquele usado corriqueiramente para determinar paternidade de bebês? Você acredita nele? Pois bem. Hoje temos tecnologia para comparar o DNA não só de humanos diferentes, mas de diversas espécies diferentes. Essa análise revela que todos os seres vivos que já investigamos têm algum grau de parentesco com todos os demais. Trata-se de uma confirmação incrível da teoria da evolução pela seleção natural. Tão contundente como um teste de paternidade diante de um juiz de família.”

[A semelhança genética pode ser interpretada também como a marca/assinatura do Criador e não necessariamente como evidência de ancestralidade comum. Assim como as semelhanças entre um carro, um trem e um avião não revelam ancestralidade comum entre eles. O problema é que os evolucionistas sempre focalizam as semelhanças e minimizam as tremendas diferenças.]

“Se olharmos para o DNA humano e compararmos com o do chimpanzé, descobrimos que a diferença entre eles é de cerca de 4%. Ou seja, a receita para a fabricação de um chimpanzé é, em 96%, idêntica à que produz um ser humano. O que isso significa, que nós evoluímos dos macacos? Claro que não! A afirmação de que o homem veio do chimpanzé está errada. Tanto o homem como o chimpanzé evoluíram de um ancestral comum, que não era nem uma coisa, nem outra.” [Essa falácia também já foi desconstruída. Confira aqui.]

PROVA NÚMERO DOIS – MUTAÇÕES

“Hoje conhecemos bem os mecanismos que existem no interior de cada célula para replicar o DNA [mecanismos tão finamente ajustados, dependentes de máquinas moleculares – nanotecnologia! – e processos ultraprecisos com reparação de erros, inclusive, que fica muito difícil entender como, a partir do rudimentar, essas coisas teriam vindo paulatinamente à existência, se a vida depende delas desde o início exatamente como são; depende dessa complexidade que não pode ser menor, caso contrário, a vida desandaria]. Há um sistema integrado de monitoramento e correção que tenta identificar falhas na replicação e impedir que elas se perpetuem – se preciso for, induzindo o próprio suicídio celular [e como a célula “se virava” antes da existência desse mecanismo?]. No entanto, sabemos também que esse sistema não é à prova de falha. De vez em quando, pequenas mudanças passam. Acontece direto. Nas suas células. Agora. Na maior parte das vezes, ocorre em trechos do DNA que não codificam informação genética, e aí pode não haver consequência nenhuma. Se acontecem num pedaço de DNA que tem informação importante, podem produzir efeitos bem sérios. Na maior parte das vezes, esses efeitos são ruins – o câncer é resultado de mutações em células, alterações que atingem justamente o sistema que induz ao suicídio celular quando há falhas de replicação do DNA. As células saem de controle e se multiplicam sem parar, às custas do resto do organismo. Contudo, em alguns casos, as mutações podem produzir manifestações que não incapacitam a pessoa. E, claro, quando acontecem nas células germinativas, precursoras de espermatozoides e óvulos, elas não afetam o sujeito em si, mas afetarão a geração seguinte – para o bem ou para o mal.”

[Mutações benéficas não significam mutações que adicionem informação ao organismo. Isso não existe. As mutações ou são deletérias ou, no máximo, conservativas, promovendo apenas modificações. Isso não explica, repito, o surgimento de novos órgãos funcionais, nem mesmo novos planos corporais. Mutações casuais não podem explicar nem mesmo o surgimento de espermatozoides e óvulos, que dependem de hormônios específicos, órgãos sexuais distintos e até mesmo de motores moleculares (como no caso do espermatozoide), tudo isso – e muito mais – funcionando bem e ao mesmo tempo. Mas tem mais: precisariam ter ocorrido no mesmo tempo e na mesma região (a fim de que macho e fêmea pudessem se encontrar) mutações que dessem origem a órgãos sexuais distintos e compatíveis, a células germinativas distintas e compatíveis, a hormônios distintos com funções distintas, e a um organismo (feminino) proveniente de outras tantas mutações que o teriam tornado capaz de abrigar a nova vida (não a expelindo, como seria de esperar pela atuação do sistema de defesa também originado a partir de muitas mutações), com deslocamento de órgãos internos, mecanismos de manutenção da vida intrauterina e adaptações musculares e até ósseas que permitiriam a “expulsão” do bebê quando completamente formado. Mas Nogueira (e os evolucionistas) “resolvem” tudo isso com um simples “mutações podem produzir”. Sinceramente, não tenho tanta fé assim!]

Mais declaração de fé: “Sabendo que isso [mudanças] acontece e que a vida tem quase 4 bilhões de anos na Terra, o difícil é inventar um mecanismo que impeça a evolução. É muito mais complicado termos espécies estáticas, imutáveis, do que espécies em eterna transmutação ao longo das eras geológicas, movidas por mudanças pequenas e graduais.”

[Se essa foi uma crítica discreta ao fixismo – doutrina segundo a qual as espécies não mudam e seriam as mesmas do Gênesis até hoje –, Nogueira está correto, mas erra ao pensar (se pensa isso) que os criacionistas bem informados creem nessa ficção. Repito: criacionistas aceitam as diversificações de baixo nível, mas não concordam com as extrapolações hipotéticas usadas para justificar a macroevolução. No parágrafo acima, Nogueira deixa mais uma vez claro que o deus da teoria da macroevolução é o tempo.] 

PROVA NÚMERO TRÊS – FÓSSEIS

“Na época de Darwin, os fósseis já estavam na moda, embora fossem poucos e incompreendidos. Foi justamente naquele tempo que começaram a ser identificados os primeiros dinossauros. Sabemos hoje com base em evidências geológicas concretas que eles viveram entre 230 milhões e 65 milhões de anos atrás [evidências também passíveis de interpretação, afinal, já foram até encontrados tecidos moles de T-Rex e ovos de dinossauro com proteína identificável]. E uma olhada neles revela o que a evolução é capaz de fazer ao longo de períodos imensos de tempo.

“Sabemos, por exemplo, que as aves modernas têm como ancestrais dinossauros terópodes. E como podemos saber disso? Além de observarmos características similares entre os ossos de um grupo e de outro, há algumas espécies extintas que parecem uma exata mistura dos dois. Pegue o arqueoptérix, por exemplo, que viveu cerca de 150 milhões de anos atrás. Ele é metade ave, com penas capazes de voo e asas, e metade dinossauro, com dentes e tudo. Tanto dinossauros como aves são as únicas criaturas que têm aquele famoso ‘ossinho da sorte’. E uma análise de proteínas remanescentes de uma coxa de tiranossauro mostrou em 2005 que o colágeno dos músculos do bichão é muito parecido com o das galinhas modernas. São provas incontestes do processo evolutivo.”

[Um ossinho e semelhança entre colágeno são “provas incontestes”? Puxa vida! A vagina e os tubarões também guardam um tipo de semelhança assim, sabia? (confira) O que dizer disso? Muitos animais de espécies totalmente diferentes guardam semelhanças interessantes. Pense no ornitorrinco. Quanto aos dinossauros, a verdade é que se sabe muito pouco sobre eles, conforme se admite nesta pesquisa. Sobre a suposta evolução das aves a partir dos dinos, você pode ler algo aqui, aqui e aqui; e sobre o arqueoptérix, aqui e aqui.]

“E toda a árvore da vida está cheia dessas formas intermediárias, hoje extintas [não, a “árvore da vida” de Darwin vem contando outra história]. Diversos hominídeos descobertos mostram um aumento crescente da caixa craniana de nossos ancestrais [o neandertal tido como nosso primo ancestral tinha caixa craniana maior que a nossa. E mesmo entre populações e indivíduos contemporâneos as dimensões do crânio variam bastante]. Obviamente, aumento de cérebro (e de inteligência) foi favorecido pela seleção natural, o que explica o processo.” [Não me parece algo tão óbvio assim.]

[O fato é que, se a teoria da evolução fosse real, deveria haver milhões de elos transicionais no registro fóssil, como esperava Darwin. Mas essa não parece ser a realidade, afinal, quando analisamos esse registro, podemos identificar claramente plantas, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Nada de elos entre esses grandes grupos, apenas variações entre eles, conforme prevê o criacionismo.]

PROVA NÚMERO QUATRO – COMPORTAMENTO ANIMAL

“Os etólogos (estudiosos do comportamento animal) encontram cada vez mais evidências de que muitos dos atributos originalmente concedidos só aos humanos estão presentes no reino animal. Veja os chimpanzés mesmo. Eles são menos espertos que os humanos, fato, mas ainda assim são bem espertos. E fazem coisas que, até outro dia, achávamos que fossem exclusividades nossas. Chimpanzés não falam, mas são capazes de aprender linguagem de sinais e conseguem comunicar ideias simples. Constroem e usam ferramentas rudimentares. Seu nível de inteligência para o uso de ferramentas é comparável ao de uma criança de cinco anos! Gostam de montar quebra-cabeças só por diversão, como nós. Conseguem contar até 40 e fazer operações aritméticas simples. E são capazes de algum nível de empatia. Não são animais estúpidos. São mais parecidos conosco do que gostaríamos de admitir. Não há vergonha nenhuma em ser primo dos chimpanzés. Apesar daquela mania horrível de jogar cocô nos outros, eles são legais e representam nosso elo mais próximo na imensa corrente da vida na Terra.”

[O que dizer da capacidade de compor sinfonias, construir naves espaciais, estudar bioquímica e biologia molecular, ter senso de transcendência e noção de passado e futuro, além de espiritualidade? Como disse antes, é preciso focalizar mais as diferenças do que as semelhanças. O que os evolucionistas sempre tentam fazer é humanizar o macaco e macaquizar o ser humano.]

PROVA NÚMERO CINCO – PSEUDOGENES

“Em meio ao DNA dos mais de 7 bilhões de humanos, existem pedaços de genes de nossos ancestrais comuns, inativos, mas ainda lá. [...] Especula-se que genes inativos possam, com novas mutações, tornarem-se ativos novamente, produzindo características novas que se submetam à seleção natural [mais especulação... Aliás, o que aconteceu com o chamado “DNA lixo” deveria inspirar cautela nos cientistas].

“Os cientistas mais ousados, por exemplo, especulam sobre a possibilidade de reconstruir os genomas de dinossauros extintos ‘pescando’ pseudogenes em seus descendentes – as aves modernas – e reativando-os [mas como saber que pseudogenes são esses?]. Difícil? Sem dúvida. Talvez até impossível para essas criaturas, que sumiram há 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Mas pode ser uma estratégia viável para trazer os mamutes, extintos há 12 mil anos, de volta à vida. São incríveis perspectivas que só se abrem porque a evolução é um fato.”

[Eita! Teoricamente, existem em aves e existiram (como sabem?) em dinossauros genes semelhantes e inativos. E há mamutes cuja carcaça foi preservada no gelo, o que torna sua clonagem, em tese, possível. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas ambas provam a evolução! Por que a possível clonagem de mamutes seria uma “prova” da evolução?]

O RESUMO DA ÓPERA

“Como se pode ver, a evolução por seleção natural é uma teoria que explica muita coisa [essa é a conclusão de um jornalista que já apresentou sua tese no título da matéria]. Ela poderia ser superada por outro paradigma científico no futuro? Em tese sim. Mas onde está esse paradigma?”

[Não precisa realmente haver um novo paradigma (embora haja rumores de uma nova teoria da evolução não selecionista em gestação...) para explicar a biodiversidade. A seleção natural explica bem isso. Explica como o mais apto sobreviveu, mas nada diz sobre como ele surgiu. E, curiosamente, o livro do incensado Darwin tem como título (resumido) não A Sobrevivência das Espécies, nem A Variação das Espécies, mas A Origem das Espécies.]

“Alguns dizem que a melhor explicação para a diversidade da vida seja o que eles chamam de Design Inteligente – a ideia de que a vida é sofisticada demais para que suas incríveis nuances fossem produzidas pela seleção natural, e que somente uma consciência superior poderia ter produzido os seres vivos terrestres, individualmente, espécie por espécie.”

[Ele está certo: o Design Inteligente não explica nada nessa questão de origem e evolução da vida – afirma unicamente que há sinais de inteligência empiricamente detectados na natureza. Quanto às provas da evolução, o jornalista está inferindo além das evidências encontradas no contexto de justificação teórica.]

“Se o Design Inteligente estiver certo, não devemos encontrar parentesco claro entre todas as espécies estudadas ao investigar seu DNA. Afinal de contas, se cada uma delas foi individualmente projetada por uma inteligência superior, não haveria razão para termos, por exemplo, distribuição similar dos genes pelos cromossomos em diferentes espécies. Aliás, deveríamos encontrar distribuições bem diferentes, otimizadas para cada forma de vida. Não é o que vemos.”

[E quem disse que, se o Criador – Designer – existe, Ele não poderia ter usado recursos criativos semelhantes em tipos de vida diferentes. É uma questão de interpretação: onde o evolucionista vê ancestralidade comum, o criacionista vê a assinatura do Artista.]

Para desmerecer o design inteligente do ser humano, Nogueira diz que “nós, humanos, supostamente o suprassumo, temos um apêndice, cuja única função parece ser causar apendicite, e os dentes do siso, que precisam ser extraídos na maior parte de nós porque não nos cabem na boca. Que diabo de projeto inteligente é esse? Por que temos órgãos vestigiais? Por que o Designer se deu ao trabalho de disfarçar toda a biosfera para fazer de conta que ela evoluiu, se esse não foi o caso?”

[Lá vem ele com essa velha história de “órgão vestigial”! No passado, achava-se que tivéssemos centenas desses “órgãos vestigiais”. Hoje há poucos considerados assim. Mesmo o apêndice se sabe que tem função, e em herbívoros como os ruminantes ele é até indispensável. Será que não foi assim em nós também, numa época em que nossa dieta era inteiramente vegetariana? E quanto ao dente do siso, isso revela simplesmente que nossa arcada dentária está diminuindo – logo, no passado, ela tinha o tamanho ideal para comportar todos os dentes. E quem disse que o culpado por esses problemas é o Designer? E se houver outra explicação para esses defeitos e problemas? Uma explicação histórico/teológica ignorada pelos evolucionistas?]

“Deixo, afinal, uma pergunta para reflexão. Qual é o Designer mais inteligente: aquele que constrói um relógio automático, liga-o e vê, satisfeito, como cada ponteiro avança sozinho no momento preciso para marcar o tempo, ou aquele que constrói um relógio e fica, em sua paciência infinita, empurrando os ponteiros com o dedo a cada segundo para mantê-lo sempre marcando a hora certa?”

[Essa é uma questão que renderia muitas e muitas páginas de discussão e que foge ao escopo desta análise, mas acabamos por descobrir que, além de ultradarwinista, Nogueira parece ser, também, um deísta.]

Autor: Michelson Borges

Fonte: Criacionismo.com.br


Eu, Darwin e os pombos

Como criador do projeto “Onze de Gênesis”, tenho algo em comum com Charles Darwin. Ambos temos experiência na criação de pombos. Na minha infância e adolescência, passei alguns anos ajudando meus avós na criação de pombos. Acompanhei desde a alimentação, comportamento e reprodução. Selecionava as cores, os tamanhos e os melhores. Na Inglaterra Vitoriana, a criação de pombos era extremamente popular, e quando Darwin retornou de sua famosa viagem marítima às ilhas Galápagos, começou a criar pombos. Nas mãos hábeis de um criador, o pombo pode desenvolver uma cauda em leque, com penas semelhantes às de um leque chinês; pode tornar-se semelhante ao pelicano, com um enorme papo avultando por sob o bico, e pode se tornar um jacobino, com um “capuz” de penas sobre a parte traseira e sobre os lados da cabeça, assemelhando-se aos capuzes usados pelos monges jacobinos. Contudo, a despeito dessa grande diversidade, todos são descendentes do pombo comum, o vulgar pássaro cinza que infesta nossos parques urbanos.

Apesar da extraordinária variedade de caudas e penas, todos os pombos que Darwin observou continuavam sendo pombos. Eles representavam uma mudança cíclica na frequência genética, mas não uma nova informação genética.



Como Darwin formulou uma teoria de mudança ilimitada a partir de tais exemplos de mudança limitada? Ele tomou as mudanças que tinha observado e as generalizou em relação ao passado distante - o qual, naturalmente, não tinha observado. Se o pombo comum pode ser tão grandemente transformado dentro de poucos anos nas mãos de um criador - raciocinou -, o que poderia acontecer ao mesmo pombo na natureza após milhares ou mesmo milhões de anos? Havendo bastante tempo, as mudanças seriam virtualmente ilimitadas, e o pombo poderia até mesmo ser transformado em um tipo completamente diferente de pássaro.

Foi uma especulação ousada, mas ninguém deve se enganar e pensar que foi mais do que isso. Nem Darwin nem qualquer outra pessoa jamais testemunhou o processo de evolução. Trata-se de uma conjectura, de uma generalização que vai muito além dos fatos observados. Ora, não há nada de errado na generalização em si, enquanto tivermos em mente que ela é apenas isso, e não um fato observável. Mas para que se faça uma generalização razoável, é necessário ter boas razões para crer que o processo generalizado continuará a acontecer em uma proporção constante.

Aí reside a falha fatal na teoria de Darwin: séculos de experimentação mostram que a mudança produzida nos processos de reprodução não continua em proporção constante de geração em geração. Pelo contrário, a mudança é rápida no princípio, depois estabiliza-se e, finalmente, alcança um limite que os criadores não conseguem ultrapassar.

Consideremos um exemplo histórico. A partir de 1800, produtores agrícolas começaram a tentar aumentar o nível de açúcar da beterraba, com extraordinário sucesso. Após 75 anos de plantação seletiva, eles aumentaram o nível de açúcar da beterraba de 6% para 17%. Mas não puderam ir além disso. Embora a mesma produção seletiva continuasse por mais meio século, o nível de açúcar jamais ultrapassou os 17%. Em certo ponto do processo, a variação biológica sempre se estabiliza e cessa.

Por que as alterações cessam? Porque, uma vez que todos os genes de um determinado elemento tenham sido selecionados, a reprodução seletiva não tem como continuar. O processo de reprodução reordena e seleciona os genes existentes em um conjunto de genes, combinando-os e recombinando-os, como alguém que mistura e distribui as cartas de baralho. A reprodução não pode criar novos genes, assim como misturar cartas não cria novas cartas. Pássaros não podem desenvolver pelos. Ratos não podem desenvolver penas. Asas não crescem em porcos.

E mais importante: à medida que os criadores intensificam a pressão seletiva, o organismo fica mais fraco e, finalmente, torna-se estéril a ponto de extinguir-se. Esta é a ruína da pecuária moderna: nossas vacas e galinhas altamente selecionadas produzem mais leite e ovos, mas são muito mais vulneráveis a doenças e à esterilidade. Essa é uma barreira natural que nenhum processo de reprodução é capaz de ultrapassar.

Além disso, quando um organismo não mais é submetido à pressão seletiva, tende a retornar à sua condição original. Deixados por sua conta, os filhotes dos pombos ornamentais que tanto encantaram Darwin voltarão a ser os pombos silvestres comuns.

Portanto, Darwin simplesmente estava enganado em sua generalização. Quer seja nos laboratórios de reprodução ou na própria natureza, as pequenas mudanças produzidas pela combinação de genes não são instrumento para a mudança ilimitada exigida pela evolução. A tendência natural dos seres vivos não é continuar mudando indefinidamente, mas, sim, permanecer próximos à sua condição original.

(Fonte: Charles Colson e Nancy Pearcey, E Agora Como Viveremos)


O que é complexidade irredutível?

De modo geral, a tese da Complexidade Irredutível afirma que há estruturas biológicas que não poderiam ter evoluído de um estado mais simples. Uma célula, por exemplo, é composta de centenas de máquinas moleculares complexas. Sem elas, a célula não funcionaria. Por isso, a célula é irredutivelmente complexa: ela não pode ter evoluído de um estado mais simples, porque não funcionaria em um estado mais simples, e a seleção natural só pode optar por características que já estejam funcionando. Behe define a complexidade irredutível em seu livro A Caixa Preta de Darwin como “um sistema único composto de várias partes bem combinadas que interagem e que contribuem para a função básica do sistema, onde a remoção de qualquer das partes faz com que o sistema deixe de funcionar efetivamente”.

Michael Behe dá o exemplo de uma ratoeira, que costuma ter cinco partes: uma base de madeira para sustentar o dispositivo, um martelo metálico para atingir o camundongo, uma mola para acionar o martelo, uma lingueta para soltar a mola e uma barra metálica que prende o martelo. Sem uma dessas partes, o dispositivo é inútil. Portanto, uma ratoeira é irredutivelmente complexa.



O que é a Teoria do Design Inteligente?


Muitos têm perguntando: “Mas, afinal, o que é a TDI?” O Teoria do Design Inteligente (TDI) é uma teoria científica que emprega os métodos comumente usados por outras ciências históricas para concluir que muitas características do Universo e dos seres vivos são mais comumente explicadas por uma causa inteligente, não por um processo não guiado como a seleção natural. Os teóricos da TDI argumentam que o design pode ser inferido estudando-se as propriedades informacionais dos objetos naturais para determinar se eles portam o tipo de informação que, em nossa experiência, se originam de uma causa inteligente. A forma de informação que observamos é produzida por uma ação inteligente, e assim indica seguramente o design, que é geralmente verificado por características como a “complexidade especificada” ou a “informação complexa e especificada” (ICE). Um objeto ou evento é complexo se ele for improvável, e especificado se corresponder a algum padrão independente.

Ao contrário do que muitos supõem, o debate sobre o design inteligente é muito maior do que o debate sobre a teoria da evolução de Darwin. Isso porque muito da evidência científica a favor do design inteligente vem de áreas científicas que a teoria de Darwin sequer aborda. Na verdade, a evidência a favor do design inteligente vem de três áreas científicas importantes: Física e Cosmologia, a Química da Origem da Vida e a Bioquímica do Desenvolvimento de Complexidade Biológica.

Evidência a favor do Design Inteligente em Física e Cosmologia

O ajuste fino das leis da Física e da Química que permitem a existência de vida avançada é um exemplo de níveis extremamente altos de Informação Complexa Especificada na natureza. As leis do Universo são complexas porque são altamente improváveis. Os cosmólogos têm calculado que as probabilidades de um universo favorável à vida surgindo ao acaso são menores do que uma parte em 1010^123. Isso é dez elevado à potência de 10 com 123 zeros a seguir! As leis do Universo são especificadas correspondendo à banda estreita de parâmetros requeridos para a existência de vida avançada. Como o cosmólogo ateu Fred Hoyle observou, “uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um superintelecto brincou com a Física, bem como com a Química e a Biologia”. O Universo mesmo demonstra forte evidência de ter sido planejado intencionalmente.

Saiba mais lendo o artigo de Jay Richards, “Is there merit for ID in Cosmology, Physics, and Astronomy? Maybe, but most likely not”, e do Stephen Meyer, “Evidence of Design in Physics and Biology”.

Evidência a favor do Design Inteligente na Química da Origem da Vida

Bernd-Olaf Kuppers destacou no seu livro Information and the Origin of Life [Informação e a Origem da Vida] que “o problema da origem da vida é claramente basicamente equivalente ao problema da origem da informação biológica”. Como previamente destacado, o design inteligente começa com a observação de que agentes inteligentes geram grandes quantidades de informação complexa e especificada (ICE). Pesquisas sobre as células revelam grandes quantidades de informação bioquímica armazenadas em nosso DNA, na sequência dos nucleotídeos. Nenhuma lei física ou química dita a ordem das bases de nucleotídeos em nosso DNA, e as sequências são altamente improváveis e complexas. Além disso, as regiões codificadoras do DNA exibem disposições sequenciais das bases necessárias para produzir proteínas funcionais. Em outras palavras, elas são altamente especificadas no que diz respeito às exigências independentes da função e da síntese de proteínas. Assim, quase todos os biólogos moleculares agora reconhecem que as regiões codificadoras do DNA possuem um “conteúdo de informação” – onde o “conteúdo de informação” em um contexto biológico quer dizer exatamente “complexidade e especificidade”. Até o zoólogo ateu Richard Dawkins admite que “a biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas intencionalmente para um propósito”. Ateus como Dawkins creem que processos naturais não guiados fizeram todo “planejamento intencional”, mas o teórico do design inteligente Stephen C. Meyer destaca: “Em todos os casos onde sabemos que a origem causal do ‘conteúdo de alta informação’, a experiência tem demonstrado que o design inteligente desempenhou um papel causal.”

Saiba mais lendo os artigos de Stephen Meyer, “DNA and other designs”, ou “DNA and the origin of life”.

A evidência a favor do Design Inteligente no Desenvolvimento de Complexidade Bioquímica

O método científico é comumente descrito como sendo um processo de quatro etapas envolvendo observações, hipóteses, experimentos e conclusão. Nesse sentido, a TDI usa o método científico para afirmar que muitas características da vida são intencionalmente planejadas – não apenas a informação no DNA. Após iniciar com a observação de que os agentes inteligentes produzem informação complexa e especificada (ICE), os teóricos do design inteligente hipotetizam que, se um objeto natural foi intencionalmente planejado, ele conterá altos níveis de ICE. Então os cientistas realizam testes experimentais sobre os objetos naturais para determinar se eles contêm informação complexa e especificada. Uma forma de ICE facilmente testável é a complexidade irredutível, que pode ser testada e descoberta experimentalmente pela engenharia reversa de estruturas biológicas por meio de experimentos de silenciamento genético para determinar se eles requerem o funcionamento de todas as suas partes. Quando o trabalho experimental descobre complexidade irredutível em Biologia, eles concluem que tais estruturas foram planejadas intencionalmente.

Esse método tem sido usado para detectar complexidade irredutível em diversos sistemas bioquímicos, tais como o flagelo bacteriano. Além disso, quanto mais descobrimos sobre a célula, mais estamos aprendendo que ela funciona como uma fábrica em miniatura, repleta de motores, usinas elétricas, trituradores de lixo, pontos de identificação, corredores de transporte e, mais importante de tudo, CPUs. A maquinaria de processamento de informação central da célula opera em um código baseado em linguagem, composto de circuitos e máquinas irredutivelmente complexas: a quantidade inumerável de enzimas usadas no processo que converte a informação genética em proteínas no DNA, elas mesmas são criadas pelo processo que converte o DNA em proteínas. Muitos sistemas bioquímicos fundamentais não funcionarão, a menos que sua maquinaria básica esteja intacta. Assim, como que tal complexidade evoluiu por meio de um processo darwinista “cego” e “não dirigido”, por numerosas, sucessivas e pequeníssimas modificações? Desde que a linguagem celular exige um autor, e as máquinas microbiológicas requerem um maquinista, e os programas geneticamente codificados requerem um programador, um número crescente de cientistas pensa que a explicação mais extraordinária seja a do design inteligente.

Saiba mais lendo o artigo de Michael Behe: “Molecular machines: experimental support for the design inference”, ou de Stephen Meyer: “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang”.

(Dr. Marcos Eberlin é químico e dirige o Laboratório Thomsom, da Unicamp)

Fonte: Criacionismo.com.br


“Prova matemática da evolução darwiniana” é falsa


Devido à tradição da escrita científica profissional, grandes desenvolvimentos em literatura científica geralmente chegam abafados por uma linguagem tão maçante ou técnica que acabam passando despercebidos pelo leitor regular. Isso, junto com o hábito da mídia de dar suporte à evolução, faz com que rachaduras enormes na fundação do Darwinismo se espalhem despercebidas pelo público, que continua acreditando que a ciência [humana] está totalmente estabelecida e se manterá sempre assim.

Um bom exemplo é o recente artigo do Jornal de Biologia Matemática, uma significativa publicação de revisão por pares feita pelo influente site de publicações Springer. O título do artigo anuncia: “O teorema fundamental da seleção natural com mutações”.

Incluir um verbo seria, presumidamente, concessão demais para o sensacionalismo populista. Ainda assim a conclusão, se não sensacional, é certamente notável.

Gerações de estudantes de biologia e evolução aprenderam sobre o trabalho pioneiro de Ronald A. Fisher (1890-1962). Um fundador da estatística moderna e genética populacional, ele publicou seu famoso teorema fundamental de seleção natural em 1930, lançando uma das pedras fundamentais do neodarwinismo ao conectar genética mendeliana com a seleção natural. A Wikipédia sumarizad “Isso contribuiu para o renascimento do Darwinismo na revisão da teoria da evolução do início do século 20, conhecida como a síntese moderna.”

O teorema de Fisher, tido como o equivalente à “prova matemática de que a evolução darwiniana é inevitável”, agora é considerado falso. Sua ideia é relativamente fácil de descrever. Ela afirma: “A velocidade de aumento na aptidão de qualquer organismo a qualquer tempo é igual a sua variância genética em aptidão naquele momento.”

Sua comprovação para isso não foi da maneira comum da matemática; aptidão não é rigorosamente definida, e seu argumento é mais intuitivo que qualquer outra coisa. O teorema aborda apenas os efeitos da seleção natural. Fisher não abordou diretamente nenhum outro efeito (mutação, deriva genética, mudança ambiental, etc.), pois ele os considerou insignificantes. Matemáticos posteriores discordaram da falta de rigor de Fisher, alguns de forma bem detalhada. Mas a omissão dos efeitos de mutação foi o que mais chamou a atenção.

Recentemente, o matemático William F. Basener e o geneticista John C. Sanford vieram propor uma expansão do teorema fundamental, incluindo mutações. Basener é professor no Instituto de Tecnologia de Rochester e um acadêmico visitante no Instituto de Dados da Ciência da Universidade da Virgínia. Sanford é um geneticista botânico que foi professor associado na Universidade Cornell por muitos anos. Ele é editor do volume Biological Information: New Perspectives (World Scientific, 2013). O Jornal de Biologia Matemática é a publicação oficial da Sociedade Europeia para Biologia Matemática e Teórica.

Basener e Sanford expandiram o modelo de Fisher permitindo mutações tanto benéficas quanto danosas, seguindo e estendendo o trabalho anterior. Eles usaram níveis de mutação zero para testar a concordância de seu modelo com o de Fisher. Eles estabeleceram que existe um nível de aptidão de equilíbrio em que a seleção balanceia os efeitos mutacionais. Entretanto, se mutações em níveis biológicos plausíveis ocorrem, a aptidão geral é comprometida. Em alguns casos isso leva à “falha mutacional”, onde o efeito de mutações acumuladas suplanta a habilidade populacional de se reproduzir, resultando na extinção.

Extinção é o oposto de evolução. Eles concluem: “Nós reexaminamos o teorema fundamental de Fisher da seleção natural, focando na questão de novas mutações e consequentes implicações para populações biológicas reais. A tese primária de Fisher era que variação genética e seleção natural trabalham juntas num caminho fundamental que garante que as populações naturais irão sempre crescer em aptidão. Fisher considerou seu teorema essencialmente como uma prova matemática da evolução darwiniana, e a comparou com uma lei natural. Nossa análise mostra que a tese primária de Fisher (aumento contínuo e universal da aptidão) não está correta. Isso se dá por ele não ter incluído novas mutações como parte de sua formulação matemática, e por conta de seu corolário informal se basear numa premissa que agora se sabe ser falsa.”

“Nós mostramos que o Teorema de Fisher, como formalmente definido pelo próprio Fisher, é de fato antitético à sua tese geral. Além de novas mutações, o Teorema de Fisher simplesmente aperfeiçoa variações de aptidão alélica pré-existentes levando ao equilíbrio. Fisher se deu conta de que precisaria de novas mutações formadas para que seu teorema suportasse sua tese, mas ele não incorporou mutações em seu modelo matemático. Fisher apenas considerou novas mutações utilizando experimentos mentais informais. Para analisar o Teorema de Fisher, nós julgamos ser necessário denominar o elemento mutacional informal de seu trabalho como o Corolário de Fisher, o qual nunca foi de fato comprovado. Nós mostramos que enquanto o Teorema de Fisher é verdadeiro, o Corolário é falso.”

“Neste artigo, nós derivamos um modelo de mutação-seleção melhorado, que é construído sobre o modelo de base de Fisher, assim como em outros modelos pós-Fisher. Comprovamos um novo teorema, que é uma extensão do teorema fundamental de Fisher de seleção natural. Este novo teorema permite a incorporação de novas mutações formadas no Teorema de Fisher. Nós nos referimos a este teorema expandido como ‘O teorema fundamental de seleção natural com mutações’.”

“Após termos reformulado o modelo de Fisher, permitindo a análise dinâmica e a incorporação de novas mutações surgidas, nós subsequentemente fizemos uma série de simulações dinâmicas envolvendo populações grandes, porém finitas. Nós testamos as seguintes variáveis no tempo: (a) populações sem novas mutações; (b) populações com mutações que apresentam distribuição simétrica de efeitos de aptidão; e (c) populações com mutações que apresentam uma distribuição mais realística de efeitos mutacionais (com a maior parte das mutações sendo danosas). Nossas simulações mostram que (a) à parte de novas mutações, a população rapidamente se move em direção ao equilíbrio; (b) com mutações simétricas, a população passa por aptidão rápida e contínua; e (c) com uma distribuição mais realística das mutações, a população geralmente passa por declínio perpétuo da aptidão.”

É isso injusto com uma figura histórica? E quanto aos modelos desenvolvidos após Fisher?

“Com base no trabalho de Fisher, e os problemas associados a ele, nós também examinamos os modelos pós-Fisher do processo de mutação-seleção. No caso dos modelos de população infinita, o que foi comumente observado é que populações vão rotineiramente ao equilíbrio ou a um limite definido – como uma órbita periódica. Eles não mostram aumento ou declínio perpétuo em aptidão, mas se restringem pelo comportamento, por conta da estrutura do modelo (uma população infinita com mutações apenas ocorrendo entre variedades genéticas pré-existentes). De forma prática, todas as populações biológicas são finitas. No caso dos modelos de população finita, o foco tem sido em se medir a acumulação de mutações, como afetadas pela seleção. Modelos finitos claramente mostram que populações naturais podem tanto aumentar quanto diminuir em aptidão, dependendo de muitas variáveis. Outros modelos matemáticos finitos de população não somente mostram que aptidão pode diminuir – eles geralmente mostram que apenas uma faixa estreita de parâmetros podem de fato evitar o declínio na aptidão. Isso é consistente com muitos experimentos de simulação numérica, com diversos experimentos de acumulação de mutações, e com observações onde sistemas biológicos têm ou um alto índice de mutação ou um pequeno tamanho de população. Mesmo quando grandes populações são modeladas, minúsculas mutações danosas (VSDM em inglês) podem teoricamente levar ao contínuo declínio da aptidão.”

O golpe final vem embrulhado em elogios: “Fisher foi inquestionavelmente um dos maiores matemáticos do século vinte. Seu teorema fundamental de seleção natural foi um enorme passo à frente, no qual ele, pela primeira vez, relacionou seleção natural com genética mendeliana, o que pavimentou a via para o desenvolvimento do campo da genética populacional. Entretanto, o teorema de Fisher estava incompleto de forma a não permitir a incorporação de novas mutações. Em adição, o corolário de Fisher estava seriamente falho pelo fato de presumir que mutações apresentam um efeito final de aptidão que é essencialmente neutro. Nossa reformulação do Teorema de Fisher completou e corrigiu efetivamente o teorema, de forma que ele pode agora refletir a realidade biológica.”

O que eles quiseram dizer está descrito de forma mais franca anteriormente no artigo: “Graças à premissa que fundamenta o corolário de Fisher ser agora reconhecido como inteiramente errado, o corolário de Fisher é falso. Consequentemente, a crença de Fisher de que ele desenvolveu uma prova matemática de que a aptidão deve sempre aumentar também é falso.”

Esta é a “realidade biológica”. O trabalho de Fisher é geralmente interpretado como significando que a seleção natural leva ao aumento da aptidão. Apesar de isso por si só ser verdade, mutações e outros fatores podem e de fato reduzem a aptidão média da população. De acordo com Basener e Sanford, em níveis reais de mutação, o teorema original de Fisher, compreendido como sendo uma prova matemática de que a evolução darwiniana é inevitável, está derrubado.

Parabéns a Basener e Sanford por demonstrar esse importante ponto. Agora os livros e artigos das enciclopédias online tomarão nota?

(Evolution News, com tradução de Leonardo Serafim)


←  ANTERIOR PROXIMA → Página inicial

Seguidores

Total de visualizações

Postagens populares

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *