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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Qual a maior inovação?


Para a humanidade, a machadinha de pedra lascada foi muito mais revolucionária que o iPhone. Temos a sensação de viver num mundo de inovações cada vez mais rápidas, mas a verdade é que estamos num período de seca criativa.



Se você acompanha ao menos de longe as novidades tecnológicas, é provável que tenha usado, nos últimos anos, um telefone celular capaz de acessar a internet, gravar vídeos e mostrar sua localização. Há grandes chances de você ter experimentado o Facebook, o Twitter e o YouTube. Mais recentemente, talvez tenha manipulado um tablet ou leitor de livros digitais. Essas invenções são todas úteis, divertidas e facilitam a vida. Mas você chamaria alguma delas de revolucionária? Compare-as com as façanhas tecnológicas esperadas desde o século passado, como colônias humanas em Marte e na Lua, missões tripuladas a Saturno, inteligência artificial, carros voadores acessíveis, androides que imitam humanos e expectativa de vida de 150 anos. Entre 1950 e 1968, essas conquistas foram imaginadas para o fim do século XX ou o início do século XXI por escritores de ficção científica e futurólogos como Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Ray Bradbury, Philip K. Dick, Herman Kahn ou Anthony Wiener. O ex-astronauta americano Edwin “Buzz” Aldrin resumiu bem a decepção com a tecnologia atual em novembro passado: “Eles me prometeram colônias em Marte, em vez disso eu tenho Facebook”.

Pode-se argumentar que a decepção manifestada por Aldrin se deve às previsões exageradas, e não às invenções atuais. Vale, então, compará-las a criações revolucionárias de períodos anteriores da história. Com poucos anos de intervalo, apareceram tecnologias como a caravela e a prensa (no século XV), a calculadora e a transfusão de sangue (século XVII), o telefone e a eletricidade residencial (século XIX), o avião a jato e a bomba atômica (século XX). Todas superam, em impacto, as invenções marcantes do século XXI – boa parte delas derivada do computador pessoal e da internet, duas crias do século passado. Com menos ironia e mais estatística do que Aldrin, pesquisadores começam a se perguntar: será que a humanidade sofre de uma crise criativa? O questionamento sobre a velocidade atual de inovação importa porque as inovações de ontem garantem o bem-estar de hoje. A humanidade vive mais e melhor, nossas crianças morrem menos, estudam mais e se alimentam melhor graças a períodos de inventividade que ocorreram décadas ou séculos atrás. Sem invenções de impacto, ficará mais difícil resolver problemas que ainda desafiam a humanidade, como mais de 1 bilhão de pessoas na pobreza, o aquecimento global ou a escassez de água potável.

Há alguns anos, alguns estudiosos começaram a apontar sinais de esfriamento da criatividade. Entre os mais pessimistas está o cientista social Robert Gordon, da Northwestern University, dos Estados Unidos. Ele diz que o período de ouro no aumento na expectativa de vida nos EUA ficou lá atrás, na primeira metade do século XX. Pudera: num período de menos de quatro décadas, surgiram o aquecimento residencial elétrico, o tratamento da água encanada com cloro, a insulina, a vacina contra a tuberculose e a penicilina. A expectativa de vida hoje sobe muito lentamente, porque não houve evolução parecida nas últimas décadas – e, na visão de Gordon, não há sinal de nada parecido no futuro.

Peter Thiel, criador do PayPal e investidor do Facebook, e Garry Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez, lançarão em março o livro The blueprint: reviving innovation, rediscovering risk, and rescuing the free market (numa tradução livre, O projeto: revivendo a inovação, redescobrindo o risco e recuperando o livre mercado). Nele, os dois argumentam que o colapso econômico recente de países desenvolvidos não é meramente culpa da crise financeira mundial. A culpa, dizem, é da estagnação na tecnologia e na inovação. Segundo Thiel e Kasparov, é improvável haver algum crescimento sustentável na produtividade sem mudanças radicais na política de inovação. Num debate com Kenneth Rogoff, professor de economia da Universidade Harvard e economista-chefe do FMI de 2001 a 2003, Kasparov afirmou que produtos como o iPhone 5 pouco aprimoram nossas capacidades. E disse que as bases da ciência da computação moderna foram instaladas na década de 1970. “Nós queríamos carros voadores. Em vez disso, temos 140 caracteres”, diz Thiel, parafraseando Aldrin.

O economista Alexander Field, da Universidade Santa Clara, autor de A great leap forward: 1930s depression and U.S. economic growth (Um grande salto adiante: depressão dos anos 1930 e crescimento econômico dos EUA), se propôs a calcular algo parecido com a velocidade de inovação em diferentes períodos. Fez isso medindo quanto aumentou nos Estados Unidos, desde o século XIX, a eficiência no uso combinado de mão de obra, recursos naturais e dinheiro. Muitos fatores contribuem para que, num certo período, esses recursos limitados possam ser mais bem aproveitados e resultar em mais riqueza. Um fator fundamental é a inovação. Field concluiu que a produtividade cresceu nos EUA de forma bem veloz no fim do século XIX, na reta final da Revolução Industrial, quando o mundo era coberto por ferrovias, redes elétricas e cabos de telégrafo e telefonia. Depois, houve outro salto a partir de 1929. Ele marca o esforço americano de superação da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. A partir daí, veio a queda. “Nunca mais chegamos perto daquilo (o ritmo dos anos 30)”, diz Field. “Aceleramos entre 1995 e 2005, muito por causa do forte avanço da tecnologia da informação, mas, recentemente, não estamos retornando nem para essas taxas.” O economista Tyler Cowen, da Universidade George Mason, acredita que, a partir dos anos 1960, a inovação de produtos em geral se tornou mais lenta e passou a se concentrar em computadores e telecomunicações. “O resto da economia ficou bem estagnada”, afirma ele no livro The great stagnation (2011).

Esse tipo de análise, feito por americanos, tem muito a ver com a crise global que explodiu em 2008 e com a lenta recuperação dos Estados Unidos. Não se pode dizer, porém, que o problema esteja restrito aos americanos. Alguns países europeus reconhecidos pelo poder de inovação, como Alemanha ou Finlândia, não têm tamanho para compensar a desaceleração americana. A partir dos anos 1960, países asiáticos passaram a ocupar um lugar de destaque no cenário tecnológico global. O primeiro deles foi o Japão. Depois, veio a Coreia do Sul. Mais recentemente, emergiram a China e a Índia. Todos esses países são grandes fabricantes de equipamentos e produtores de software. O Japão entrou, porém, num período de seca criativa desde os anos 1980. A Coreia do Sul encanta o mundo com a qualidade e o design de seus carros e eletroeletrônicos, mas não tem porte para substituir os Estados Unidos. A China dispara pedidos de patentes como uma metralhadora – foram 526 mil pedidos em 2011, mais que os 503 mil dos EUA e os 342 mil do Japão. Entretanto, esse volume impressionante pouco significa. Não houve nenhuma invenção chinesa recente com impacto global.

A metralhadora chinesa sugere um problema adicional: embora as patentes sejam corriqueiramente usadas como medição de inovação, o sistema em vigor está perdendo essa utilidade. Indivíduos e organizações vêm pedindo patentes mais por questões legais – para se defender ou atacar – e menos por critérios técnicos. A propriedade intelectual é essencial para quem inventa, mas o sistema atual de patentes e direitos autorais, em muitos aspectos, está ultrapassado. “Restrições excessivas podem inibir a recombinação de tecnologias”, afirma Alex Mesoudi, da Universidade de Durham, no Reino Unido, antropólogo que estuda a história da inovação tecnológica. Field, da Universidade Santa Clara, também considera as normas restritivas demais. “Não podemos dar a ninguém um monopólio longo demais. Os efeitos negativos se tornam mais fortes que os positivos”, afirma.


Além do sistema de patentes, o próprio acúmulo de conhecimento pode se tornar um problema, até que aprendamos a lidar com ele. Segundo Mesoudi, a humanidade passa hoje mais tempo aprendendo o que já foi feito do que inovando. Ele calculou que, entre 1900 e 2000, aumentou em seis anos (de 32 para 38 anos) a idade em que ganhadores do Prêmio Nobel e cientistas de destaque concluem o trabalho fundamental de suas carreiras. Para Mesoudi, o problema do acúmulo de conhecimento poderá ser enfrentado no futuro com a abertura de novas áreas de especialização. Desde a Idade da Pedra (leia a linha do tempo abaixo), a especialização em determinadas atividades tem sido uma das principais fontes de inovação, com saltos de conhecimento que trazem benefícios para toda a humanidade.

Felizmente, há outros motivos para termos mais expectativas otimistas. O período atual de seca pode ser encarado como nada mais do que a gestação de uma nova era de inovações radicais. Para muitos pesquisadores, a humanidade está prestes a testemunhar um ponto de virada, com inovações importantes em campos como nanotecnologia e inteligência artificial. “Há muita coisa nova, como carros sem motoristas. Eles já existem e só precisam de ajustes de ordem legal”, diz Cowen, da Universidade George Mason. Além disso, toda tecnologia leva períodos longos antes de se transformar em produtos que melhoram nossa qualidade de vida. “Tecnologias precisam de décadas para seu potencial ser todo explorado”, afirma Field.

A eletricidade é um exemplo clássico. Ela levou 40 anos para ter efeitos positivos sobre a produtividade industrial americana. Introduzida em 1890, passou a ser adotada por metade das casas somente na década de 1920. Só começou a empurrar o crescimento econômico na década de 1930. Os computadores pessoais começaram a ser vendidos em 1977, nos Estados Unidos. As melhorias também demoraram a aparecer. Em junho de 1987, o economista Robert Solow, que viria a ganhar o Prêmio Nobel de Economia em outubro daquele ano, escreveu no jornal The New York Times: “Você pode ver a era do computador em todos os lugares, menos nas estatísticas de produtividade”. A preocupação de Solow, apelidada de Paradoxo da Produtividade, só foi sanada anos depois. “Os efeitos do computador na produtividade americana começaram a aparecer nas estatísticas em 1995”, diz Field.


Hoje, sabemos que a inovação tecnológica não é regular nem exponencial. E não segue um padrão cumulativo. Ao longo dos milênios, é possível que os seres humanos e seus ancestrais tenham perdido repetidas vezes o conhecimento que criaram. É o que diz Luke Premo, antropólogo evolucionista da Universidade Washington State, nos Estados Unidos. Há casos históricos: a China perdeu tecnologia naval preciosa no século XV; pelos séculos seguintes, teve de se submeter à superioridade dos europeus nesse campo. Recentemente, surgiu a denúncia de que a Nasa perdeu arquivos preciosos dos anos 1960 e 1970, auge da corrida espacial. Talvez seja essa a natureza da inovação: ela caminha de forma imprevisível. Em momentos anteriores da história, forças ameaçadoras como a Alemanha nazista e a União Soviética foram as catalisadoras da inovação. Ambas impulsionaram as democracias a inovar para se defender e atacar, fosse em guerra aberta, fosse num duelo de outro tipo, como a corrida espacial. Hoje, cada democracia enfrenta inimigos de outro tipo, como os limites orçamentários, barreiras à inovação.

A noção de que períodos de seca criativa dão lugar a períodos inovadores tornou-se uma ideia mais bem elaborada no século XIX. Depois de observar que o enriquecimento das nações ocorria de forma oscilante, e não constante, economistas passaram a tentar explicar o mundo de acordo com ciclos. Um dos pioneiros foi o francês Clément Juglar, um médico que pegou gosto pelas ciências sociais. Ele afirmou, em 1860, que os níveis de emprego e investimento produtivo avançavam e recuavam dentro de períodos de sete a 11 anos. Juglar foi extremamente pretensioso ao tentar encaixar um fenômeno tão complexo numa regrinha matemática. Mas sua tentativa influenciou para sempre governos e economistas. Pensadores diversos propuseram a existência de ciclos de todos os tamanhos. Nos extremos, encontramos os microciclos de três anos sugeridos pelo estatístico britânico Joseph Kitchin, em 1920, e os superciclos com cinco décadas ou mais, defendidos pelo economista soviético Nicolai Kondratiev em 1925 – o pobre Kondratiev foi executado em 1938, por ordem de Stálin (o conceito de que o capitalismo se reergueria sucessivamente das crises não foi recebido com simpatia no governo soviético). Coube ao austríaco Joseph Schumpeter, em 1939, dar à inovação o papel de protagonista dos ciclos de prosperidade e empobrecimento das sociedades. Hoje, embora possamos contar com bonanças futuras, os economistas sérios desistiram de tentar adivinhar o tamanho dessas ondas. “Acredito que inovação humana funcione em ciclos, mas não acho que eles tenham uma periodicidade”, afirma Field.

Não é fácil perceber a ocorrência desses ciclos em países como o Brasil. Ainda nos faltam condições básicas para que as inovações ocorram em grande escala – vastos grupos da população com educação de alta qualidade, mentalidade empresarial nas universidades, valorização da pesquisa nas empresas, continuidade de políticas públicas que incentivem a criação. “A inovação depende de fatores que se expandem e se retraem – ela não para nunca, mas muda de intensidade”, diz o engenheiro e consultor Valter Pieracciani, ex-presidente da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e especialista no tema. “O Brasil ainda está numa fase infantil da construção desse ecossistema. Por isso, é difícil vermos esses altos e baixos.” O período de incubação de uma boa ideia também é vital, e a cultura de longo prazo ainda é claudicante no Brasil. “Isso prejudica qualquer projeto ou ideia inovadora. Empresas e governos mudam seus planos constantemente”, afirma Lourenço Bustani, sócio da consultoria de inovação Mandalah. O país teria muito a ganhar ao se preparar adequadamente para aproveitar um futuro ciclo de grandes inovações. Há muito a fazer até lá.



Copie o endereço abaixo e cole no seu navegador para ver a linha do tempo das grandes inovações:

http://s3.amazonaws.com/cdn.infografiaepoca.com.br/768inovacoesTimeline/images/inovacoesBase.jpg


Fonte: Revista Época






As bicicletas na Primeira Guerra Mundial


Durante a Primeira Guerra Mundial a bicicleta era um transporte essencial.

Eram outros tempos: os motores dos carros eram muito confiáveis, decadente cavalo como arma de guerra e fazer a informação viaja entre a frente ea parte de trás foi um desafio para os corajosos. Então, a moto sofreu uma idade de ouro: era uma forma barata e rápida de mobilizar tropas, recebendo o e-mail, salvar o terreno … e para manter os telescópios.

O uso da bicicleta em teatros de guerra anterior à Grande Guerra. Quase meio século antes tinha sido testado na Guerra Franco-Prussiana (1870), embora não tenha sido, até 1899, na Segunda Guerra Mundial Boer , quando seu uso se espalhou para transportar material ou monitoramento de trilhos de trem . A estréia promissora para uma indústria com fome de novas máquinas e técnicas.

A França introduziu a moto no Exército em 1887, e na Inglaterra e na Alemanha foram rápidos a fazer o mesmo.

No século XIX, havia também os primeiros batalhões ciclista. A França introduziu a moto no Exército em 1887, e na Inglaterra e na Alemanha foram rápidos a fazer o mesmo. Acompanhado dele para impulsionar o progresso técnico-militar: a moto estava um laboratório sobre duas rodas, onde os protótipos que vão desde a sofisticação duvidosa (motos com armas construídas) e as soluções engenhosas para bater o tempo (bicicleta dobrável).

A moto sobreviveu a Grande Guerra, mas aos poucos foram substituídos por regimentos motorizados. Apesar de sua lenta agonia, durante bicicletas Guerra Mundial, refinados e mais leves, desempenhou um papel importante, sobreviveu ao longo do século e até mesmo além: o último batalhão a desaparecer foi o suíço no início dos anos s. XXI.

A primeira bicicleta dobrável, usada durante a Grande Guerra, é a avó do atual.

O legado dessas motos sobrevive apesar dos contratempos em alguns dos projetos atuais. A primeira bicicleta dobrável fabricado em série, amplamente utilizada durante a Grande Guerra, é a avó de muitos presentes. E o modelo desenhado por Bianchi em 1912 para as tropas italianas, incluindo a suspensão traseira, que é uma mais honroso do mountain bike hoje ancestral.

Frente para trás

Ninguém sabe exatamente quantas bicicletas foram utilizados durante a guerra, mas os especialistas falam de centenas de milhares. Uma figura extraordinária, ainda mais considerando o número limitado de tecnologias de ponta presença militares, como aviões ou tanques de nós vivemos na imaginação da guerra.

O uso de bicicletas nas frentes de frente-estacionário, onde a desorientação e fadiga por tédio eram freqüentes, foi variada. Era um meio leve, rápido e acima de tudo silencioso. Jim Fitzpatrick, autora de uma bicicleta história militar documentado, ele conta como um grupo de ciclistas soldados aliados mataram dois mensageiros alemães em uma motocicleta. A vantagem do silêncio.

A moto era um objeto onipresente. Nas batalhas famosas como Gallipoli, mas também na parte traseira, onde a população, que malvivía em economia de guerra total, não só a escassez de alimentos, mas sofreram também combustível. Além disso, a bicicleta constitui um pedido de recrutamento, especialmente após os primeiros assassinatos. “Você gosta de andar de bicicleta?Por que não pedalar ao rei? Recrutas são procurados. Inclui bicicleta “, ler um cartaz britânico da época.

A indústria feroz e competitiva

Nos 30 anos anteriores à eclosão da guerra, um conflito no qual 10 milhões de pessoas morreram, a moto pulou para diariamente significa invenção extravagante entre os trabalhadores urbanos e moradores rurais. Também para os militares. Em 1908, um capitão britânico elogiou em detalhes em um documento oficial o “poder da bicicleta como fator estratégico e tático.”

O papel dos ciclistas batalhões mudou ao longo da guerra. Durante os primeiros meses, a guerra facilitou o seu trabalho (o primeiro soldado britânico foi morto um olheiro ciclista, 21 de agosto, 1914), mas, quando as linhas são frentes e tornou-se guerra de posição estática que assumiu, os corpos dos ciclistas tiveram que resignar-se a meras funções de infantaria.

O primeiro soldado britânico morto foi um navegador ciclista

A Grande Guerra foi decidido nas trincheiras, no ar, no mar e nos jornais. Foi uma guerra total.Mas também, e os políticos nos Estados sabia-o papel da tecnologia e do comércio era uma questão vital para a vitória. Reino Unido e Alemanha são, então, contestou a supremacia no mercado mundial em geral, e na produção de bicicletas em particular.

Dinamarca, Japão, Argentina … A moto era o comércio global. Ambas as potências econômicas do mesmo vendeu três continentes. Claro, os britânicos pensaram suas bicicletas eram os melhores, e os alemães contrário. Uma vez que briga, a propaganda que infectou o zeitgeist.Nem bicicleta, humilde e objeto inofensivo, pois nunca seria um tanque, que era seguro.

A última vontade do soldado

A moto era uma fonte indireta de histórias de guerra. Havia soldados que morreram para eles e enviados soldados mortos em uma dessas selas, lápides duras. Muitos também foram salvos pela velocidade das bicicletas-ambulâncias, tipo de passistas paralelas onde uma maca para o ferido foi inserido.

Nós não temos acesso à mente dos soldados, mas suas letras, que os sobreviventes. Uma das centenas de milhares de pessoas foi a de Joseph Ditchburn, British Segundo Batalhão Durham. Era agosto de 1914 ea corrida já começou. Ditchburn escreveu para sua mãe para lhe dizer em breve entrar em combate. Ele o fez, e logo depois morreu. Entre seus últimos desejos era o desejo de enfeitar sua bicicleta: “É uma grande máquina e ela vai.”

BIKES ao Outubro Vermelho


Em 1917, um ano antes do fim da Grande Guerra, a Rússia tinha a sua própria agitação interna: Dez dias que abalaram o mundo e que era batalhão ciclista ativo defendendo o Governo Provisório da ameaça bolchevique. Durante o assalto ao Palácio de Inverno em São Petersburgo, partidários de Lenin e Trotsky foram atendidas por uma resistência heterogênea. Entre os adversários, além de um batalhão de mulheres, diz grupo de ciclistas soldados, que após a primeira hesitação, deserta e passou as forças vermelhas. A Revolução de Outubro foi começando a ter sucesso.

Fonte: Anarquista.net


Manifesto de Unabomber – A Sociedade Industrial e seu futuro



O Manifesto de Unabomber, trata-se de um caso que provocou muito alarido: a referida publicação foi conseguida como garantia que a partir daí terminariam os atentados com bombas artesanais que vinham sendo dirigidos a acadêmicos, e que ao longo de mais de uma década vitimaram dezenas de “alvos”, três deles mortalmente. De certa maneira essa publicação foi uma proeza, pois o conteúdo e extensão do texto deveriam em princípio condená-lo à obscuridade; pelo contrário, teve a atenção de muita gente nos Estados Unidos e também mundialmente, sobretudo após a captura em 1996 do presumível autor (Theodore Kaczynski o Unabomber), ex-acadêmico que vivia como eremita numa zona remota do noroeste do país. A redação está sempre na primeira pessoa do plural, o que pode ser apenas para dar a ilusão de se tratar do manifesto de um grupo de ação política (“FC”), no qual Kaczynski estaria pelo menos implicado; se de fato ele é o único autor tanto do texto como dos referidos ataques à bomba, são questões que o processo judicial onde Kaczynski foi arguido pouco fez para esclarecer (segundo parece, a sua declaração de culpado foi sob coação). Seria talvez desnecessário precisar que a presente tradução não implica necessariamente qualquer forma de solidariedade para com os atentados à bomba e mesmo com diversos pontos de vista expendidos no texto original; visa pôr em destaque certas reflexões sobre as sociedades industrializadas e em particular sobre o controle dos indivíduos nessas sociedades, assim como difundir a análise que faz sobre formas de atuação face aos problemas que aborda. Nesse aspecto pode considerar-se um texto de notável acuidade e lucidez.

Baixe o Livro: Manifesto de Unabomber – A Sociedade Industrial e seu futuro


A Santa Inquisição


Também chamada de Santo Ofício, essa instituição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX. Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX – preocupado com o crescimento de seitas religiosas – criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia. “Qualquer um que professasse práticas diferentes daquelas reconhecidas como cristãs era considerado herege”, afirma o historiador Rogério Luiz de Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas – a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478.

Dessa vez, o alvo principal eram os judeus e os cristãos-novos, como eram chamados os recém-convertidos ao Catolicismo, acusados de continuarem praticando o Judaísmo secretamente. “A justificativa desse retorno da Inquisição era a necessidade de fiscalizar a fidelidade desses conversos”, diz outro historiador, Nachman Falbel, da Universidade de São Paulo (USP). A verdade é que esses grupos já formavam uma poderosa burguesia urbana que atrapalhava os interesses da nobreza e do alto clero. O apoio dos reis logo aumentou o poder do Santo Ofício, que, para piorar, passou a considerar como heresia qualquer ofensa “à fé e aos costumes”. Por exemplo, quem usasse toalhas limpas no começo do sábado ou não comesse carne de porco era acusado de Judaísmo. A lista de perseguidos também foi ampliada para incluir protestantes e iluministas, homossexuais e bígamos.

As punições tornaram-se bem mais pesadas com a instituição da morte na fogueira, da prisão perpétua e do confisco de bens – que transformou a Inquisição numa atividade altamente rentável para os cofres da Igreja. A crueldade dos inquisidores era tamanha que o próprio papa chegou a pedir aos espanhóis que contivessem o banho de sangue. A migração de judeus expulsos da Espanha para Portugal, em 1492, fez com que a perseguição se repetisse com a criação do Santo Ofício lusitano, em 1536.

Inquisição no Brasil

O Brasil nunca chegou a ter um tribunal desses, mas emissários da Inquisição aportaram por aqui entre 1591 e 1767. Calcula-se que 400 brasileiros foram condenados e 21 queimados em Lisboa, para onde eram mandados os casos mais graves. Os inquisidores portugueses fizeram 40 mil vítimas, das quais 2 mil foram mortas na fogueira. Na Espanha, até a extinção do Santo Ofício, em 1834, estima-se que quase 300 mil pessoas tenham sido condenadas e 30 mil executadas.

A caminho da fogueira Na Espanha e em Portugal, a Inquisição abusava da crueldade para punir quem se desviasse da fé católica
1. O JULGAMENTO

A. A CHEGADA DA INQUISIÇÃO

Um grupo de monges do Santo Ofício chegava à aldeia e reunia toda a população na igreja. No chamado Período de Graça, que durava um mês, convidavam os pecadores a admitirem suas heresias. Quem se confessasse, em geral se livrava das penas mais severas

B. AS INVESTIGAÇÕES

Quem não aproveitasse o Período de Graça poderia ser denunciado. Como a Inquisição incentivava a delação, o pânico era generalizado: todos eram suspeitos em potencial. O acusado era convocado a se defender no tribunal

C. A SENTENÇA

O suspeito era interrogado por três inquisidores. Um deles, o inquisidor-mor, dava a sentença final. A defesa era difícil: raramente o réu tinha direito a um advogado. Para arrancar confissões, o Santo Ofício colocava espiões no encalço do suspeito e recorria a tenebrosas práticas de tortura

2. AS TORTURAS

A. ESCALA DE PUNIÇÕES

O inquisidor-mor variava a crueldade dos castigos conforme a heresia. Os mais leves incluíam deixar o acusado acorrentado, sem comer nem dormir por vários dias. Mas os relatos históricos registram outros bem mais dolorosos, como os aparelhos chamados potro e extensão. Para amedrontar os acusados, os carrascos faziam uma demonstração de como funcionavam esses dispositivos. Para abafar os gritos, era comum colocarem colchões nas portas

B. O POTRO

O livro Prisioneiros da Inquisição traz a história de Jean Coustos, mestre da loja maçônica de Lisboa, condenado pelo tribunal. Coustos passou pelos horrores do potro em 1743: “Me prenderam com uma argola no pescoço, um anel de ferro em cada pé e oito cordas que passavam por furos no cadafalso. Ao sinal dos inquisidores, elas foram puxadas e apertadas pelos carrascos. As cordas entravam na carne até os ossos e faziam jorrar sangue. Repetiram a tortura por quatro vezes. Perdi a consciência e fui levado de volta à minha cela sem perceber”

C. A EXTENSÃO

Seis semanas depois, o maçom foi submetido a outra tortura: a extensão. “As cordas, puxadas por um torniquete, faziam com que os punhos se aproximassem um do outro, por trás. Puxaram tanto que as minhas mãos se tocaram. Desloquei os dois ombros e perdi muito sangue pela boca. Repetiram três vezes o mesmo tormento antes de me devolverem à cela”. Nos meses seguintes, Coustos ainda sofreu mais uma série de torturas até confessar. Foi condenado a quatro anos de trabalhos forçados em 1744

3. AS SENTENÇAS

A. O AUTO-DE-FÉ

Assim era chamada a cerimônia pública em que se liam as sentenças do tribunal. Os autos-de-fé geralmente ocorriam na praça central da cidade e eram grandes acontecimentos. Quase sempre o rei estava presente. As punições iam das mais brandas (como a excomunhão) às mais severas (como a prisão perpétua e a morte na fogueira)

B. QUEIMADOS VIVOS… OU MORTOS

A execução na fogueira ficava a cargo do poder secular. Se o condenado renunciasse às heresias ao pé do fogo, era devolvido aos inquisidores. Se sua conversão à fé católica fosse verdadeira, ele podia trocar a morte pela prisão perpétua. Quando descobria-se que um defunto havia sido herético, seu cadáver era desenterrado e queimado

C. MARCAS DA HUMILHAÇÃO

Para serem vistos pelo público, os prisioneiros subiam em um palco. Os que eram obrigados a vestir as chamadas marcas de infâmia, como a cruz de Santo André, chegavam a ser agredidos pela multidão. Outros levavam velas e vergastas nas mãos para serem chicoteados pelo padre durante a missa

O MAIS DESUMANO INQUISIDOR

Fanático. Cruel. Intolerante. Nos registros históricos, não faltam adjetivos depreciativos para definir o frei dominicano Tomás de Torquemada (1420-1498), o mais duro inquisidor de todos os tempos. Organizador do Santo Ofício espanhol, ele era confessor e conselheiro dos reis Fernando e Isabel. Em 1483, essa influência rendeu-lhe a nomeação de inquisidor-geral, responsável pelos 14 tribunais na Espanha e suas colônias. Logo de cara, autorizou a tortura para obter confissões, ampliou a lista de heresias e pressionou os reis a substituir a tolerância religiosa pela perseguição aos judeus e aos conversos. Resultado: ao final de sua gestão, mais de 170 mil judeus foram expulsos da Espanha e 2 mil pessoas viraram cinza nas fogueiras.

Fonte: Mundo Estranho


Malleus Maleficarum - O Martelo das Feiticeiras


Descrição do livro

O Martelo das Feiticeiras (Malleus Maleficarum) é um dos livros mais importantes da cultura ocidental, tanto para os leitores que se interessam pela história quanto para aqueles que estudam a história do pensamento e das leis. Documento fundamental do pensamento pré-cartesiano, bem como um dos mais importantes depositórios das leis que vigoravam no Estado teocrático, revela as articulações concretas entre sexualidade e poder, e por isso é uma peça única para todos aqueles que estudam a profundidade da psique humana e o funcionamento das sociedades.

Durante quatro séculos este livro foi o manual oficial da Inquisição para caça às bruxas. Levou à tortura e à morte mais de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de “copularem com o demônio”. Esse genocídio foi perpetrado na época em que formavam as sociedades modernas européias. Uma das conseqüências, apontadas pelos especialistas, foi tornar dóceis e submissos os corpos das mulheres posteriormente.




História da Febre Amarela


História da Febre Amarela

Publicação do Ministério da Saúde.

Clique aqui para ler


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ilha das Flores


Este documentário foi gravado em Porto Alegre em 1989. Assista abaixo:


Veja agora a resposta dos moradores da Ilha das Flores ao documentário







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